Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Sinais da Supertaa

20 de Fevereiro, 2015
O resultado com que terminou a partida não deixou de ser um sinal positivo da competitividade que se augura na prova doméstica.

Na verdade, foi a todos os títulos agradável ver as equipas a desenvolverem um futebol solto, alegre, e mais do que isso determinadas a lutar até ao limite pela conquista do troféu. Os 90 minutos regulamentares não bastaram tampouco os adicionais 30. Só mesmo o recurso à marca de grandes penalidades conseguiu pôr termo a contenda e encontrar um vencedor.

Por tudo isso, estamos quase certos de que, caso as demais equipas participantes na prova venham a revelar a mesma postura competitiva, o campeonato sai a ganhar muito em termos de qualidade e por isso vai atrair mais gente para o estádios, contribuindo para a reaproximação que se pretende entre o público e os campos de futebol.

Assistimos ainda a um fenómeno de campos vazios em muitos jogos do nosso campeonato, situação justificada de há algum tempo a esta parte, pela qualidade sofrível do próprio futebol, sendo que das inúmeras partidas que movimenta durante o campeonato, poucas são aquelas que em termos avaliativos acabam catalogadas como de grande nível.

Com apenas uma jornada realizada, por sinal metade, acredita-se, cada vez mais, que vamos ter disputa renhida ao longo curso das 30 jornadas. A luta não vai andar longe daquilo que têm vindo a ser os contornos habituais. Temos os crónicos candidatos ao título em "pé de guerra", e outras equipas, que não tendo o título como meta, porém, hão-de procurar sempre dar o ar da sua graça.

Para lá deste quesito, notamos que esta foi também a edição em que os clubes procuraram investir na preparação da época. Muitas fazendo ouvidos de mercador à música de crise que resulta da baixa do preço do crude no mercado internacional, conseguiram realizar estágios no estrangeiro. A par disso, trataram igualmente de se reforçar com outras aquisições.

Em relação ao título, espera-se que haja um número de candidatos superior ao dos anos anteriores. À partida, o Recreativo do Libolo, na condição de campeão em título, não vai ter outro objectivo que não seja a revalidação, podendo dizer-se o mesmo de outras equipas que não importa aqui referenciar.

Enquanto isso, o Kabuscorp do Palanca que na edição passada conseguiu com garra e estoicismo alcançar o segundo lugar, espera acertar o passo este ano. O mesmo se pode dizer do Petro, 1.º de Agosto, Benfica de Luanda e Interclube. Feitas as contas e tiradas as respectivas provas dos noves, estamos em condições de dizer que no presente Girabola o título promete uma luta sem quartel.

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