Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Sinais dos tempos

17 de Janeiro, 2014
Contudo, pese esta realidade que afecta alguns dos principais clubes do mundo, no nosso país não é assim tão linear. Um exemplo flagrante é o facto de dez das dezasseis equipas que disputam o próximo Girabola terem escolhido o exterior para fazerem os seus estágios de pré-época. Sete destas equipas escolheram Portugal (Kabuscorp, 1º de Agosto, Bravos do Maquis, Sagrada Esperança, Interclube, Recreativo do Libolo e Benfica de Luanda); duas o Brasil (Progresso e ASA) e uma a África do Sul (Petro de Luanda).

Por falta de dinheiro optaram por fazer os seus estágios no país o Desportivo da Huíla, o 1º de Maio, o Recreativo da Caála, o Sporting de Cabinda, o Benfica do Lubango e a União Sport do Uíge. Deste leque de equipas salta à vista o Recreativo da Caála, que optou sempre por fazer a pré-época no exterior. Foi assim desde que ascendeu à “fina flor” do futebol nacional.

Horácio Mosquito justificou que a direcção chegou à conclusão de que existem óptimas condições na província do Huambo para a realização da pré-temporada futebolística.

“Cancelámos o estágio em Espanha pelo facto de a província do Huambo possuir boas infra-estruturas para uma preparação condigna. Reunimos com o Governo Provincial para a busca de sinergias capazes de tornar o clube mais forte e competitivo”, referiu Horácio Mosquito. A realidade é esta, ainda que muitos teimem em camuflá-la. Se uns preferem continuar a sonhar, outros simplesmente adiam aquilo que pode ser, a breve prazo, um final mais do que anunciado para alguns clubes.

Um caso concreto passa-se com o ASA, que na temporada passada viveu graves problemas financeiros para suportar os gastos de uma prova exigente como é o Girabola, tendo tido problemas para saldar os salários dos seus jogadores.

A verdade é que, contrariando tudo e todos, a equipa do aeroporto escolheu o Brasil para realizar a pré-temporada, sinónimo de fartura, de cofres abastados. Esperemos que no decorrer da presente época o clube não viva os mesmos problemas do ano passado.

O Desportivo da Huíla, que esta época faz a sua estreia nas provas continentais, não tem os cofres abastados. Não muito longe, o 1º de Maio de Benguela clama aos quatro ventos que não tem dinheiro, o mesmo sucedendo com o Sporting de Cabinda, equipa que viu o Governo da província criar uma comissão que vai atribuir, acompanhar e fiscalizar os recursos financeiros destinados à formação verde-branca, que esta época regressou ao Girabola.

O decorrer da temporada vai ajuizar quem melhor aproveitou, nesta fase de pré-época, os dinheiros que lhes foram alocados.

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