Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Sinal positivo

10 de Junho, 2019
Os Palancas Negras venceram, no sábado, em Penafiel, os Djurtus, designação da selecção da Guiné Bissau, em jogo de preparação para o Campeonato Africano das Nações, onde vão competir as duas selecções. O desempenho em campo e o resultado, constituem um indicativo positivo daquilo que se espera da equipa na prova em que terá como parceiros de grupo na primeira fase Tunísia, Mali e Mauritânia.
Entretanto, bom seria que depois deste houvesse outro ou outros jogos, sendo que em apenas um às vezes não é possível tirar-se as ilações necessárias sobre o desempenho colectivo ou individual da equipa. Há rumores de que no próximo dia 19, já no Egipto, a selecção poderá provavelmente realizar um outro jogo de controlo que será com a África do Sul.
Entre os angolanos existe uma grande expectativa, na esperança de que a selecção venha obter uma classificação melhor em relação às últimas participações na prova maior do futebol africano, quer na Guiné Equatorial, quer na África do Sul. É evidente que ninguém exige da selecção aquilo que não anda ao seu alcance, como é por exemplo o título. Mas se lhe exige uma participação que não belisque o orgulho dos angolanos.
Aliás, para quem já anda na prova a caminho de duas décadas e meio, ou seja, desde 1996, e com uma presença em campeonatos do mundo, não fica bem uma prestação sofrível, que, regra comum, termina numa classificação ruim. É chegada a hora de exigirmos de nós mesmos um pouco mais. É hora de fazermos mais e melhor, se calhar até para mostrar que de futebol também somos entendedores.
Para tanto, é preciso trabalho sério e responsável que obedece a uma planificação rigorosa. Já o dissemos na última edição que diplomaticamente a FAF não traçou bem as coisas. A selecção precisa(va) mais jogos nos pés, sendo que deviam se encontrar mais adversários para estes contactos preparatórios. Pelo menos contra a Guiné Bissau saíu-se bem e seria bom que voltasse a outra experiência idêntica.
Mas, vamos dar crença naquilo que está a ser desenvolvido em termos de trabalho. O facto de a equipa ser jovem ou integrar unidades que ainda procuram a conquista de um lugar ao sol pode ser benéfico. Pois, todos eles vão, certamente, conjugar esforço no sentido de darem às vistas, ou, na pior das hipóteses, lutar por uma classificação que as gerações anteriores não conseguiram alcançar.
Os dias correm, e o 21 de Junho já não anda distante. Dias menos dias estaremos em competição. Por isso, também já não há muito tempo para invenções. Esperamos apenas que a selecção revele a mesma determinação que demonstrou na fase de qualificação, e possa ao menos passar a fase de grupos. O resto depois se vê.

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