Jornal dos Desportos

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Opinio

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23 de Agosto, 2013
Na verdade, o “cinco” angolano tem vindo a revelar uma postura metódica e bastante calculista, construindo calmamente, pedra a pedra, o seu castelo, por se ter apresentado neste campeonato longe da condição a que nos acostumou ao longo de muitos anos e edições. Isto é, não nas vestes de campeão africano.

Depois de um bom começo de campeonato, em que venceu a congénere de Cabo Verde, ontem, no segundo jogo, bateu Moçambique, elevando a esperança de terminar à frente do grupo, e daí avaliar as probabilidades de chegar ao objectivo a que se propõe na presente edição.

Nos dois jogos realizados, tenhamos coragem de reconhecer esta particularidade, passou por algumas dificuldades em certos momentos, mas em ocasião alguma acusou falta de arcaboiço para dar a volta a situações adversas. Terminou sempre em vantagem. Ontem pelo menos mostrou mais garra, mais ousadia, mais determinação, mais espírito de conquista.

A vitória sobre Moçambique permitiu aos mais esclarecidos observadores uma noção real sobre as probabilidades da equipa no torneio. De resto, nesse jogo ela deu a ver que está a reencontrar-se. Esteve mais solta, mais à vontade e acima de tudo mais eficaz na interpretação de diferentes fundamentos de jogo, pese o facto de o adversário, tal como lhe competia, ter oferecido também alguma resistência.

Todos os que acompanham a sua evolução, agora ganharam confiança daquilo que será capaz mais adiante, independentemente de quem venham a ser os adversários nas fases posteriores. É evidente que apesar de tudo, a sensatez e a modéstia recomendam prudência, na esteira do princípio de que os adversários também estão em campo com objectivos claros e definidos.

Mas a leitura que podemos extrair da sua prestação, no jogo de ontem, é de que está próxima daquela fase de maturação, em que já não se pode travá-la com facilidade. Voltou a sair vencedora, deixando para trás um Moçambique que na jornada inaugural vergou uma RCA com nome no basquetebol africano.

Enfim, estamos convictos de que depois do que nos deu a ver, nada vai impedir a Angola atingir a fase decisiva do torneio. Amanhã, para o fecho da primeira volta, mede forças com a RCA que, diga-se em abono da verdade, não se apresenta na melhor forma neste campeonato.

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