Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Somos diferentes

08 de Agosto, 2019
Reclama-se muito quanto aos resultados menos conseguidos das nossas selecções de futebol, em competições internacionais. Reclama-se também, volta e meia, de um certo isolamento de quem dirige, dos actores directos da modalidade. Fala-se de tudo e mais alguma coisa sobre o “status quo” do futebol em Angola. Na verdade, acaba, por fim, de ser uma reacção com certa lógica.
Há coisas e situações que não devem ser encaradas de ânimo leve, sobretudo, pela sua importância ou pela influência que exercem sobre as sociedades. O futebol ou o desporto, em termos gerais, têm esta particularidade. E, devem em função disso serem dignos de um acompanhamento e atenção especiais. Notamos que não é o que ocorre entre nós.
A disputa, no fim-de-semana, dos jogos referentes à Supertaça, na Inglaterra e em Portugal, trataram de destapar o véu, ou de trazer a verdade à superfície. Vimos as entidades presentes no Manchester City - Liverpool e as que estiveram no jogo Sport Lisboa e Benfica - Sporting Clube de Portugal. No primeiro jogo vimos um representante de Sua Majestade, a rainha Isabel, e no outro, o Primeiro Ministro , António Costa e o Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa.
No dia seguinte, o Estádio dos Coqueiros recebeu o 1º de Agosto -Desportivo da Huíla. O cenário que nos foi dado ver é aquele mesmo que vimos. Não é que estejamos a rebater a ausência do Presidente da República. Longe disso. Pois, a vida das entidades supremas é regida por uma agenda que nem sempre permite a presença em actos para os quais são convidadas.
Saudamos a presença do Secretário de Estado, Carlos Almeida, mas ficou marcada a ausência da mais alta figura da própria Federação Angolana de Futebol. Isso, parecendo que não, desvaloriza o acto, priva -o da grandeza merecida. Não é o que se viu. Quem procedeu à entrega da taça à equipa vencedora, embora seja também ele uma entidade na FAF, foi o vice-presidente, Adão Costa.
É claro que pelas informações postas a circular, Artur de Almeida não se encontra em bom estado de saúde, é provavelmente a razão que justifica a sua ausência nos Coqueiros. É compreensível. O que intriga, é que não é a primeira vez que o homem assume esse procedimento. A última falta, de que se tem memória, foi no jogo que consagrou o 1º de Agosto, campeão nacional.
Por aí, comparada a nossa realidade futebolística a da Inglaterra e de Portugal, para não citar outros países, pode compreender-se por que razão o nosso futebol anda de cócoras, porque nem mesmo os que se assumem por seus dirigentes reconhecem valor é mérito. E, por esse andar, já o dissemos no outro dia, não chegamos lá...

Últimas Opinies

  • 11 de Novembro, 2019

    O sabor da Dipanda

    O 11 de Novembro é uma data que representa um verdadeiro símbolo da identidade dos angolanos e do país, em si, desde que se libertou das amarras do regime colonial. Portanto, há 44 anos, num dia como hoje, o saudoso Presidente Doutor António Agostinho Neto proclamou perante a África e ao Mundo a Independência Nacional.

    Ler mais »

  • 11 de Novembro, 2019

    Cartas dos Leitores

    Acho que a condecoração vem em boa hora. Devia haver melhor critério, mas não deixo de louvar a atitude do Presidente da República. (...)

    Ler mais »

  • 11 de Novembro, 2019

    Denncias, SIC e PGR

    Certa vez, sem receio de punição, a demonstrar que tinha algum trunfo na manga para provar, o então presidente de direcção do Recreativo do Libolo, Rui Campos, chegou a acusar que os árbitros indicados pelo Conselho Central de Árbitros da Federação Angolana de Futebol manipulavam os jogos e resultados da equipa de Calulu, no sentido de, na altura, impedir a revalidação do título.

    Ler mais »

  • 09 de Novembro, 2019

    Festa da Dipanda e os feitos desportivos

    Angola assinala dentro de sensivelmente dois dias 44 anos desde que se libertou das amarras do regime colonial.

    Ler mais »

  • 09 de Novembro, 2019

    Desporto de unio nos 44 anos da Nao

    Hoje, como não podia deixar de ser, neste espaço escrito “A duas mãos”, acordamos em falarmos da trajectória do nosso desporto, ao longo dos 44 anos de Independência que o País tem.

    Ler mais »

Ver todas »