Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Sonhar com Camares

16 de Janeiro, 2017
Depois de se ter estreado num Campeonato Africano das Nações em 1996 na África do Sul, os Palancas Negras, tiveram mais sete participações, sendo a última de triste memória, também nas terras de Mandela, em 2013.

Se indagássemos a todos os amantes do futebol angolano se gostaríamos que os Palancas Negras se fizessem presentes na edição que os Camarões irão organizar em 2019, certamente a esmagadora maioria diria sim.

Entretanto, nas sete presenças de Angola em fases finais, à maior parte das vezes o onze nacional teve exibições para esquecer. A título de exemplo, temos a última presença, onde a nossa selecção fez uma das suas piores campanhas de sempre.

Um dos principais motivos das más prestações em campeonatos africanos ou outras competições têm sido o início tardio da preparação. Aliás, depois da excelente exibição no Mundial da Alemanha em 2006, o nosso futebol regrediu drasticamente, perdeu a sua identidade. Por isso, nos últimos anos todos os esforços têm sido feitos pela família do futebol nacional para inverter o actual quadro. Os problemas já estão identificados e só falta colocar em práticas as soluções.

O actual cenário do mosaico futebolístico nacional, dá-nos bons indicadores no que concerne a mudança ou seja, na renovação da mentalidade dos que gerem a modalidade. Em 2016, ganhamos uma nova direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) liderada por Artur Almeida e Silva, que prometeu fazer grandes mudanças no sector do qual agora é líder.

Assim, temos uma grande oportunidade de fazer as mudanças necessárias na maneira de gerir o futebol nacional e resgatar a nossa identidade futebolística. Se quisermos estar presentes no CAN'2019 então a preparação deve começar agora. Não é segredo para ninguém que para se chegar à fase final é necessário ter saúde financeira, matéria humana qualificada, jogos de bastidores e cérebros para gerir tais recursos.

Isto implica que a direcção da FAF, deve começar a preparar estes recursos agora sem vacilar por mobilizar internamente e não só, potenciais patrocinadores para equacionar a vertente económica.

Com a situação económica acautelada será mais fácil organizar outros recursos. No que concerne à selecção dos jogadores a primazia deve ser para os que militam no campeonato nacional. Desde muito cedo ou seja, agora, que já sabemos em que grupo e com quem vamos jogar a primeira fase, é fundamental ter o homem que vai conduzir os destinos da selecção nacional.

Por outro lado a actual direcção da FAF tem um factor que conta muito a seu favor: aprendeu muito com os erros dos seus antecessores. Artur Almeida, não terá muitas dificuldades em montar uma equipa de trabalho forte em todos os sectores que terá de fazer funcionar a sua direcção e a selecção nacional.

Portanto, enquanto é cedo, é hora de iniciar a caminhada rumo ao Can dos Camarões em 2019

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