Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Sonho dos quartos

04 de Novembro, 2019
Amanhã , às 20h30,Angola volta a entrar em campo no Campeonato do Mundo de Sub-17, para defrontar a Coreia do Sul, desta feita para os oitavos-de-final da prova que decorre no Brasil. Adivinha-se uma partida intensa em que os objectivos da equipas intervenientes estarão em confronto directo.
Na verdade, se no começo poucos deram crédito à rapaziada de Pedro Gonçalves, tomados por algum pessimismo, os resultados no terreno chamaram-os à razão. Desengane-se quem pensou que a equipa tinha desembarcado no Brasil em mero passeio turístico. Está na prova para competir em pé de igualdade com os demais concorrentes.
Se as vitórias sucessivas contra a Nova Zelândia e com o Canadá ainda assim para alguns não tinham convencido, o desempenho diante do Brasil terá levado muitos a exorcizar os fantasmas de qualquer pessimismo. Angola não está na competição para consentir facilidades. Mas para competir seriamente, e correr atrás dos seus objectivos.
Muitos não esperavam, se calhar, até mesmo o próprio Brasil, que no último jogo da fase de grupos encontrasse aquela resistência. Longe de qualquer presunção, diga-se que o Brasil passou por um susto tremendo. Pois, contrariamente àquilo que talvez esperava, encontrou um adversário muito bem estruturado na quadra, que sabia fechar-lhe, perfeitamente, as linhas de passes.
Aqui chegados, podemos concordar que Angola acabou derrotada mais pelo esgotamento físico. Viu-se, pois, que quase a meio da segunda parte começou a ceder à pressão adversária, permitindo que este chegasse mais vezes com perigo ao seu último reduto. Esta situação acabou por se revelar fatal, sofrendo a equipa dois golos num intervalo de dez minutos.
Entretanto, o que nos foi dado a ver nesse jogo, enche-nos de esperança e crença num bom desempenho da equipa no jogo com a Coreia do Sul. É certo que já não será um confronto entre estilo de futebol africano e sul americano, mas com o asiático. Ainda assim, não pode nem deve este factor inibir a equipa, porque futebol para ir mais além já mostrou aos olhos do mundo.
Resta de nossa parte, fazer uma corrente de força para que tudo possa correr à contento para a nossa rapaziada. Pois, quem tomado, à partida, como parente pobre, em caso de chegar aos quartos-de-final já será muito positivo e prestigiante para a imagem desportiva do país.


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