Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Sonho est vivo

29 de Agosto, 2015
A selecção nacional de basquetebol mantém o sonho de conquistar o seu 12º título continental. A vitória categórica diante do Egipto, nos quartos de final, depois de exibições menos conseguidas na fase anterior, transmite outra motivação e outra postura competitiva ao grupo de trabalho.

Antes do jogo contra o Egipto, o pessimismo terá contagiado grande parte dos angolanos, face ao que a equipa tinha produzido antes. Contudo, quem assim pensou enganou-se, porque a equipa nacional puxou dos galões e realizou uma partida de grande nível, que até surpreendeu a equipa egípcia.

Para esse desafio considerado como uma final antecipada, os angolanos trabalharam e prometeram fazer melhor em relação aos dois últimos desafios. Esperava-se que o encontro seria a “doer”, porque o Egipto já tinha descoberto as debilidades da selecção angolana.

A verdade é que soubemos contornar as debilidades então evidenciadas e montamos uma estratégia demolidora, que acabou por resultado, repetindo assim a proeza evidenciada na edição passada, onde superamos o Egipto por 57-40. A diferença de vinte pontos (83-63) com que superamos o nosso adversário reflectem bem a nossa postura durante todo o jogo.

“Temos de mudar as nossas mentalidades para não cometermos os mesmos erros, porque será um jogo muito difícil, mas não impossível de vencermos, por isso, vamos continuar a dar o nosso máximo e acreditar até ao fim”, disse Moncho López, antes da partida.

Felizmente e para satisfação de todos os angolanos, a selecção nacional atingiu o seu grande objectivo, que era chegar as meias-finais. O desfecho contra o Egipto foi animador, mas não decisivo, porque para atingirmos as metas estabelecidas faltam ainda transpor dois obstáculos.

O primeiro obstáculo chama-se Tunísia, o país anfitrião do Afrobasket. O jogo disputa-se hoje e adivinham-se muitas dificuldades para o combinado nacional. Sonhar e ter ambição é bom, mas convém ter algumas precauções porque ao elevar demasiado as expectativas, podemos deitar tudo a perder.

Estamos, digamos assim, a 40 minutos de um sonho (chegar a final); de um objectivo, mas também estamos a 40 minutos de não conseguir nada e por isso temos que ser pacientes, aguentar mais 40 minutos, ser humildes, fazer sacrifícios mais 40 minutos para ver se conseguimos os nossos objectivos.

A Selecção Nacional dispõe de talento mais do que suficiente para ultrapassar a Tunísia no seu próprio reduto e carimbarmos o passe para a final e daí para a frente seja o que Deus quiser, numa tarefa gigantesca, é certo, e que tanto pode ser simples como revelar-se difícil.

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