Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Sorteio do Mundial

03 de Dezembro, 2017
Efectuado o sorteio da primeira fase do campeonato do mundo de futebol, que se disputa o próximo ano na Rússia, o mundo acordou ontem na euforia daquilo que são as projecções feitas em torno disto. Os principais jornais desportivos destacaram nas suas páginas, com chamada de capa, conteúdos relacionados à sorte que as equipas tiveram.
Na verdade, espera-se por uma batalha campal na primeira fase da prova. Dizem os críticos que, contrariamente às outras edições desta vez não houve aquilo a que se ousa chamar \"grupo da morte\", mas ainda assim não deixa de verificar-se algum equilíbrio que vale a pena assinalar. No caso de Portugal por exemplo, ter de abrir a prova com a vizinha Espanha não deve passar despercebido.
O grupo dos comandados de Fernando Santos integra ainda as selecções do Marrocos e do Irão. Ora, aqui poderá assistir-se a um choque de ondas entre dois portugueses. Pois, o Irão é treinado também por um português, no caso Carlos Queiroz, que em defesa do seu prestígio vai procurar, certamente, dificultar a selecção do seu país, ainda que o mesmo reconheça o potencial do campeão europeu.
Poder-se-á dizer que, conhecidos os adversários, as equipas estão em condições de passarem para o concepção dos respectivos programas de preparação, ainda que, em termos temporais, ainda falte muito para o dia do pontapé de saída do certame. Mas quando se sabe o quadro e o enquadramento do calendário, às vezes, as coisas ficam mais facilitadas.
Entre os representantes do continente africano o sorteio foi clemente. Pois, é notório que acabaram todos por cair em grupos, que não sendo acessíveis, mas dão alguma margem de possibilidade de contornar a primeira fase com menor ou maior dificuldade. Um pouco penalizado terá ficado o Egipto, que ficou no grupo do país anfitrião e do Uruguai.
O Uruguai já não é, em boa verdade, aquele monstro dos tempos antigos, mas é uma selecção bastante matreira, que procura sempre situar-se entre os melhores classificados, sendo por isso mesmo um adversário a ter em linha de consideração. Quanto à Russia, estamos conversados. Pois, como anfitrião tem tudo a seu favor.
É certo que as selecções africanas não são colocadas na linha de potenciais candidatos, mas carregam o sonho de superar aquilo que é a sua melhor marca, que é até aqui os quartos-de-finais atingidos pelo Gana no Campeonato de 2010, disputado na África do Sul. Aliás, o que o continente pede aos seus representantes é irem um pouco mais além na competição.
Em resumo, não pecam as projecções que estão a ser feitas desde sexta-feira, por aqueles que, olhando para a arrumação dos grupos conseguem mais ou menos descodificar o que poderá ser o cruzamento das equipas nos oitavos de final. Tudo aponta para uma espécie de finais antecipadas.

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