Jornal dos Desportos

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Opinio

Sorteios delicados

13 de Maio, 2015
As equipas nacionais de basquetebol, masculino e feminino, já conhecem os adversários com quem se vão cruzar nos respectivos “Africanos”. Na classe masculina, Angola vai defrontar na fase de grupos da prova, marcada para Agosto, na Tunísia, as selecções de Moçambique, Senegal e Marrocos, no grupo B.

Na classe feminina, o “Cinco” Nacional detentora do título continental, vai cruzar com as selecções do Senegal, da Argélia e os vencedores da Zona II e III da FIBA África e um convidado. O “Africano” disputa-se nos Camarões, em Setembro. Nos Jogos Africanos, a selecção masculina integra o grupo A, ao lado do Egipto, Cabo Verde, a selecção anfitriã, as Seyshelles e o Gabão. Em feminino, Angola volta a cruzar com o Senegal no grupo B, para além do Gabão, África do Sul, Argélia e o qualificado da zona três. Numa análise superficial, podemos dizer que o sorteio quer dos “Africanos” como dos Jogos Africanos é acessível aos objectivos das cores nacionais, mesmo com o reconhecimento do valor de alguns dos adversários.

Um sorteio é um sorteio e como tal devemos respeitar, também porque não é mau de todo estar em grupos mais fortes na primeira fase, porque se não defrontar nessa etapa as equipas fortes, cedo ou tarde vamos ter de cruzarmos nos quarto de final, meias finais ou mesmo na final. No caso concreto da selecção feminina, apesar da vantagem de ser campeã de África e conhecer muitas das equipas e de já as ter ganho noutras competições, o “Cinco” Nacional não deve relaxar, pois cada jogo é um jogo e com Angola é sempre uma autêntica final. O grande adversário no “Africano” pode ser o Senegal, com quem vai voltar a encontrar-se nos Jogos Africanos de Brazzaville. Como essa prova realiza-se antes do “Africano” pode vir a ser uma boa oportunidade para se aferir do seu potencial.

Na classe masculina, a integração do Senegal na série B do Afrobasket2015, é muito complicada, tendo em conta o potencial desse conjunto do Oeste africano. O Senegal é uma das melhores selecções do continente, pelo que se antevê grandes dificuldades ao combinado nacional.Caso as autoridades senegalesas consigam convencer os atletas que evoluem no exterior, em particular nos Estados Unidos da América e demonstrem sentido de organização no que concerne a remuneração e outros factores extra-jogos, vai ser difícil superá-los. Todos sabemos, que Angola, é o alvo a abater.

As demais selecções continentais preparam-se com o único objectivo de travar Angola. Quer em masculino como em feminino. Todo o cuidado é pouco para podermos atingir as metas traçadas. O Afrobasket2015, vai definir o único passe aos Jogos Olímpicos de 2016, no Brasil. Por si só implica dizer, que vamos ter uma prova muito competitiva, com o Egipto, Nigéria, a anfitriã, Tunísia, Angola e Senegal a formarem o quinteto que vai lutar pelo “passaporte” para o Rio de Janeiro.

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