Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Sub-18 mostra arte

26 de Julho, 2016
Certamente motivado pelos resultados produzidos até aqui, o "cinco" angolano volta hoje à quadra para defrontar a selecção da RDC, para a quarta jornada da primeira fase do Grupo B do Campeonato Africano de basquetebol em Sub-18, que decorre na cidade ruandesa de Kigali. O jogo reveste-se de capital importância, é aguardado com bastante interesse.

Depois da excelente exibição no jogo anterior diante do Uganda, espera-se por uma selecção super-motivada, com a mesma ousadia e atitude na quadra, sem conceder facilidades ao adversário. Aliás, a prestação assinalada até aqui, elevam os níveis de confiança do grupo às ordens de Manuel Silva "Gi".

É sabido que apesar da equipa não dispor de grande informação sobre a República Democrática do Congo, reúne argumentos suficientes para fazer um jogo cauteloso e lutar pela vitória. Em resumo, admitamos que tudo o que fez, quer com a Tunísia quer com Uganda, não foi por mero acaso, mas consequência da determinação e arrojo de uma equipa que sabe o que foi fazer na prova.

Agora, exige-se que mantenha a mesma firmeza, mais a mais, porque os adversários já perceberam que é uma equipa com um basquetebol sólido, que luta determinada pelos seus objectivos. A ser assim, torna-se um alvo a abater, já que as outras tudo vão fazer para apurar as performances, sempre que souberem que o adversário a defrontar representa o nome e o símbolo de Angola.

Após um começo auspicioso, o combinado angolano precisa de levantar voo, mostrar a real identidade competitiva, para que os adversários sintam a raça e a garra de uma equipa que joga sob a bandeira do país mais titulado do continente africano. Isto, aliás, é o que se pede a uma equipa que já deu mostras de ser batalhadora, astuta e conhecedora dos objectivos.

É preciso que os adversários encarem os jogos com Angola, em estado de desequilíbrio psicológico, e isto só acontece quando reconhecerem em nós valor superior. É à conquista deste factor, que é preciso partir com todas as forças, com toda a determinação. Exibições frouxas não só tranquilizam os adversários como também ofuscam o nosso brilho.

As outras selecções que perfilam na linha de candidatos à conquista do título, devem ter feito a leitura perfeita do que é o basquetebol da rapaziada angolana. A Costa do Marfim, a Argélia e a Tunísia podem ser tomados como pretendentes ao anel que é pertença dos egípcios, que lutam também eles pela revalidação.

Mas de certeza que Angola sabe com que linhas se coser, ou como impor-se às feras e evitar sufocos desnecessários no percurso competitivo. É preciso vincar a crença, de resto, tem nas mãos basquetebol suficiente para lá chegar.

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