Jornal dos Desportos

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Opinião

Sucesso do hóquei

11 de Setembro, 2017
Angola acaba de subir mais uns degraus no ranking internacional do hóquei em patins por via da excelente prestação da Selecção Nacional no Campeonato do Mundo que decorreu na China, em que terminou na quinta posição, a melhor prestação de sempre da equipa nacional.

De facto, estar entre as cinco melhores selecções do mundo é motivo de regozijo e os desportistas angolanos e não só têm, hoje, motivos para se orgulharem da sua selecção que conseguiu despertar a curiosidade no mundo da modalidade com exibições e resultados dignas de realce.

Ter obrigado uma ex-campeã do mundo, a Argentina, a ir ao prolongamento para vencer o jogo não está ao nível de qualquer um, dado até aos pergaminhos da selecção sul-americana, mas os angolanos exibiram-se ao mais alto nível e forçaram o adversário a ir buscar toda sua competência para chegar ao triunfo.

Angola chegou ao Mundial sem dar nas vistas, facto compreensível, pois deixou muito a desejar nas participações anteriores, mesmo no campeonato que foi disputado seu solo, em 2013, nas cidades de Luanda e do Moçâmedes, cuja organização honrou a África. Mas, esse facto, teve um efeito positivo, num outro ângulo, dado que retirou pressão aos nossos representantes na prova da China. Angola venceu os três jogos da fase preliminar, foi impedida de chegar às meias-finais pela Argentina, e venceu os jogos seguintes das classificativas, o que lhe permitiu, com todo mérito, atingir o inédito quinto lugar.

Doravante, o hóquei em patins angolano passará a ser visto com outros olhos pelo mundo da modalidade. Angola pode num futuro próximo tocar os calcanhares das grandes potências mundiais, como Portugal e Espanha, os maiores “papões” da história do hóquei mundial, e isso trás consigo mais responsabilidades na gestão interna e desenvolvimento da disciplina no país.

A aposta nos escalões inferiores deve ser uma constante, com participação regular em torneios fortes internacionais para que os nossos jovens possam adquirir o traquejo competitivo necessário para quando chegarem às grandes provas mundiais não sintam as pernas trémulas.

Nesta hora, das muitas mensagens endereçadas ao conjunto nacional, há a destacar a do ex-presidente da Federação Angolana de Patinagem, Carlos Alberto Jaime \"Calabeto\", quando escreveu que “agora resta-nos melhorar o que está bem e corrigir o que está mal para chegarmos um dia ao Podium! Os Dirigentes Desportivos devem acreditar na matéria prima que temos e levarmos a cabo um amplo programa de massificação”.
Que assim seja.

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