Jornal dos Desportos

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Opinio

Sucessor de Bianchi

18 de Novembro, 2017
Estamos a menos de dois meses do CHAN-2018, campeonato destinado a jogadores que actuam nas competições internas, e é ainda uma incógnita quem vai assumir o comando técnico dos Palancas Negras, depois do anúncio do fim do contrato entre a Federação Angolana de Futebol (FAF) e o treinador hispano -brasileiro Beto Bianchi.

Com o tempo em contagem regressiva, espera-se da parte da FAF pela definição do seleccionador nacional, interino ou definitivo, o quanto antes, para a quem couber a responsabilidade tenha um mínimo de tempo para passar a mensagem ou a filosofia ao grupo que constitui nesta altura, a ossatura do conjunto nacional.

Na terceira presença de Angola no CHAN, aguarda-se um desempenho regular, que dignifique o futebol nacional e potencie psicologicamente os nossos jogadores, para o resgate paulatino da mística que o país granjeou até meados da década de 90, em que era visto como uma potência a emergir no contexto do futebol continental.

Não se sabe, por enquanto, que nomes nesta altura estão na \"pole position\" para render Beto Bianchi, que teve a missão de qualificar o país para a fase final da edição da prova a ter lugar em Marrocos, de 12 de Janeiro a 4 de Fevereiro de 2018, cujo sorteio realizou-se ontem em Rabat.

Por força dos compromissos, na próxima época, do Petro de Luanda, o ex-seleccionador nacional ficou sem condições de continuar à frente dos Palancas Negras que vão competir numa altura em que os tricolores têm em agenda a prepararação ou mesmo a efectuar os primeiros jogos a nível das competições sob égide da CAF, mais precisamente nas eliminatórias de acesso à fase de grupos da Taça da Confederação.

Mais ou menos preparada com o que aconteceu, ou seja, com o fim do \"casamento\" com Beto Bianchi, a FAF não parece demonstrar grande preocupação, pelo que é expectável que tenha já alternativa, embora, de acordo com Artur Almeida e Silva, presidente do órgão reitor, as dificuldades financeiras continuem a condicionar a efectivação de um contrato a médio ou longo prazo.

Apesar de tudo , a nomeação ou indicação de um técnico para a Selecção Nacional nos próximos dias é um imperativo, que pesa sobre os ombros de Artur Almeida e Silva e seus pares.

Cientes de que o tempo não espera por ninguém, e mantém a marcha imparável, deve ser preocupação da FAF resolver a questão o mais breve possível, para evitar colocar sob pressão quem vier a suceder Beto Bianchi.

A nível do mercado interno, há bastas opções, a questão financeira parece ser o grande \"handicap\" da FAF. Em todo o caso, haja uma solução ainda que temporária, para tornar efectiva a presença de Angola no CHAN de Marrocos. Enquanto não chega o grande momento, ou seja a competição propriamente dita, é altura da direcção da Federação encontrar uma solução.

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