Jornal dos Desportos

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Opinio

Surpresas do Girabola

31 de Agosto, 2015
O Girabola está num estado em que falar em vencedores antecipados é um exercício demasiado arriscado, tais as surpresas que persistem em acontecer em alguns dos estádios onde o maior campeonato do país se desenrola semana após semana, para gáudio dos milhares de adeptos que não se cansam de viver com as emoções do “rei futebol”.

No topo da tabela de classificação, Recreativo do Libolo e Benfica de Luanda resolveram fazer um acordo de cavalheiros, e quando uma equipa empata a outra resolve seguir as mesmas pisadas, uma situação que se arrasta há já algumas jornadas, e que longe de penalizar o actual líder do campeonato, dá-lhe, pelo contrário, uma margem de manobra para gerir a vantagem que leva, sem necessidade de fazer muitas matemáticas.

Quem quer ser líder é a águia da capital, a equipa encarnada é que tem de forçar e obrigar os libolenses a terem de olhar para os seus calcanhares. Nas últimas jornadas, o Benfica de Luanda deu mostras de sentir-se satisfeito com a actual posição que ocupa na classificação. Os empates que consentiu impediram que a equipa se aproximasse da primeira posição e acabam por comprometer a intenção de lutar pelo título.

O Libolo, posicionado no topo, gere a seu bel-prazer a vantagem que tem, sem necessidade de sobrecarregar o grupo de trabalho, até porque não sente pressão de ninguém. Equipas como o Kabuscorp do Palanca e 1º de Agosto estão muito distantes da liderança, embora em termos matemáticos ainda possam chegar ao título.

A meio da tabela, é difícil apontar formações que tenham uma grande apetência pelas vitórias. Por exemplo, o Petro de Luanda alterna o bom e o mau, e o mesmo se passa com o ASA e o Interclube, enquanto mais abaixo, formações como a Académica do Lobito e Sporting de Cabinda lutam para conseguirem a desejada tranquilidade, uma tarefa que a cada jornada se torna mais complexa. Na cauda da classificação, o Domant parece ter um lugar cativo, mas o cenário sombrio estende-se também a equipas como o Bravos do Maquis e Sagrada Esperança, conjuntos que estão na linha de água.

Temos, pois, um campeonato que deixou de ter a luta acérrima que à partida se vislumbrava para o primeiro lugar, quando as emoções da bola começaram, mas em que a grande competitividade se vai registar no fundo da classificação, com a luta pela não despromoção a ganhar novos contornos nesta ponta final. E até ao cerrar das cortinas novas surpresas podem ocorrer, surpresas que darão claramente mais emoção ao campeonato.

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