Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Sustentar o crescimento

19 de Outubro, 2017
O desporto angolano está em tempo de viragem na vertente do seu desenvolvimento, numa altura que o modelo da pirâmide invertida surge como um imperativo, para que os seus alicerces sejam bem sustentados.
A aposta nos escalões de formação, em que desporto escolar deve ganhar a visibilidade que merece, é a aposta imediata para que as sementes hoje lançadas à terra, dêem frutos no futuro.
Por esta altura, em alguns pontos do país assiste-se a uma grande movimentação nas escolas, com a realização de jogos escolares que anualmente se realizam, e que movimentam centenas de crianças nas mais diversas disciplinas desportivas.
Um cenário, que não deixa de ser um regalo aos olhos de quem os vê, deve merecer ainda assim o devido acompanhamento e atenção de quem de direito, dado que os próprios jogos devem também ter um carácter educativo.
A mensagem do Presidente da República sobre o Estado da Nação é bastante elucidativa, quando refere que o desporto escolar vai ser dinamizado, além de contribuir para a educação física e mental das crianças e jovens, pode ser um meio para a descoberta de valores para práticas competitivas, amadoras e profissionais.
“No que diz respeito ao desporto, é preciso reforçar o papel das Associações desportivas e Federações, enquanto parceiras do Estado. Devemos iniciar já nos próximos meses a aposta nas camadas jovens, com a identificação de futuros talentos para a prática desportiva. Estes talentos devem ser acompanhados e potenciados, de modo a que num tempo razoável possam atingir o pódio, em competições de âmbito regional e continental”, disse.
O desporto escolar não deve resumir-se à realização de provas escolares ou inter-escolares, anualmente. O factor homem, deve estar em linha de conta em todas as vertentes, não com a formação de técnicos de nível médio ou superior, mas fundamentalmente, no que tange à constituição de equipas monitoras que com conhecimentos na matéria podem ensinar o ABC às crianças.
Num outro ângulo, era também uma forma de dar o primeiro emprego a muitos jovens, dado que o seu número pelo país dentro não seria restrito a dezenas ou centenas de indivíduos.
O desporto em toda sua plenitude, precisa de uma nova massificação, assente em bases científicas. A grande “explosão desportiva” verificada no pós-independência, deu como fruto, o surgimento de valores em diversas disciplinas desportivas, que por sua vez foi o sustentáculo de diversas selecções nacionais, do basquetebol ao hóquei em patins, que ajudaram a levantar bem alto as cores da Bandeira Nacional.
A propensão da juventude angolana para o desporto nunca esteve em causa, é necessário potenciar os talentos que todos os dias emergem, para que o país continue a estar bem representado nas competições em que os nossos desportistas participam.

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