Jornal dos Desportos

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Opinio

Temos futebol

22 de Abril, 2019
Vai de vento em popa a nossa selecção de Sub-17, que na Tanzânia participa no Campeonato Africano do escalão. Tal como prevíamos, a equipa conseguiu, com muita garra e determinação, apurar-se para as meias-finais do torneio, feito que passava, obrigatoriamente, pela vitória no derradeiro jogo da fase de grupos.
A rapaziada correspondeu à expectativa, abordando o jogo com a Tanzânia, por sinal anfitrião, com muita responsabilidade, e, mais do que isso, com firme vontade de vitória. E quando assim é, o complicado fica facilitado, o difícil também, e encurta-se a longitude para o êxito. Por aí achamo-nos na contingência de dizer: bravo rapaziada...
De resto, deixamos claro no último editorial, que Pedro Goncalves e pupilos, por aquilo que estava a ser a sua prestação, tinham arcaboiço e argumentos suficientes, para superar a Tanzânia, que até ao jogo de sábado pouco ou nada tinha mostrado em termos de valência competitiva, mesmo favorecido pela condição de equipa organizadora.
O optimismo foi expresso, foi fundamentado, sobretudo, naquilo que tínhamos visto das duas selecções, em que o desnível de forças era por demais acentuado. Pois, enquanto Angola ia com apenas uma derrota, que custou caro a Nigéria, a Tanzânia somava duas derrotas consecutivas. Logo, no quadro de probabilidades, podia se ver de que lado pendia positivamente o fiel da balança. A vitória sobre a Tanzânia assume uma grande importância. Pois, não resulta apenas na passagem para as meias-finais. Qualifica Angola para o Campeonato do Mundo da categoria, que se disputa entre Setembro e Outubro do presente ano no Brasil. Este desiderato está conquistado. O resto, a ver vamos.
Desde já, em qualquer competição, quando se chega às meias-finais, se é candidato declarado ao título. Assim, muito ainda podemos esperar da nossa rapaziada. Claro está, com o respectivo desconto, em face da consideração que merecem os outros semi-finalistas. À partida, ficou demonstrado o grande trabalho desenvolvido pelos clubes a nível dos escalões de formação.
Temos vindo a assistir à decadência da modalidade, situação que tem reflexos no próprio campeonato nacional da primeira divisão. Mas, não tem havido um acompanhamento cuidado aos clubes, para saber o que fazem, o que são as suas políticas de fomento. Mas este campeonato africano está a dar-nos provas evidentes de que nos clubes trabalha-se sério na formação.

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