Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Terminou a festa

04 de Novembro, 2013
Chegou ao fim mais uma edição do Girabola. Foram oito meses de muita luta, muito sacrifício, com as 16 equipas participantes a tudo fazerem para alcançarem os seus objectivos. Contudo, e como é da praxe, nem todas conseguiram atingir as metas traçadas pelas suas direcções. As que conseguiram podem sentir-se por satisfeitas, face à grandiosidade e complexidade de uma prova desgastante como é o Girabola.

O Kabuscorp ultrapassou todas as expectativas, ao conquistar o seu primeiro título, deixando pelo caminho os eternos crónicos candidatos, designadamente o Petro de Luanda e o 1º de Agosto, cujas exibições acabaram por defraudar os seus adeptos. A diferença pontual que o separou dos militares (15) e dos petrolíferos (27) fala por si.

Uma ansiedade, um sonho, uma meta. Tudo somado, coloca a equipa do Palanca na história das equipas que já conquistaram o Girabola. Justíssimo, brilhante, inquestionável e natural, tal a superioridade evidenciada ao longo das 30 jornadas.

Em 2011, o Kabuscorp tinha tudo para festejar o seu primeiro título. Contrariando todas as expectativas, o título acabou por ir para Calulo. Errar é humano, mas persistir no erro é burrice. E, pelos vistos, a equipa do Palanca aprendeu com os erros do passado.

O feito alcançado pelo Kabuscorp fica a dever-se, essencialmente, à filosofia competitiva incutida por Edouard Antranik aos seus jogadores. Uma filosofia assente numa palavra: disponibilidade total. Quer a nível físico quer mental. A temporada correu de feição à equipa do Palanca, que soube ultrapassar os erros do passado e chamar a si a primeira conquista nacional no futebol.

O 1º de Agosto voltou a “conquistar” o título de vice-campeão, como já aconteceu o ano passado, depois de uma época plena de promessas mas sem títulos. Com 58 pontos, na segunda posição, o 1º de Agosto posicionou-se num lugar inatingível para os outros, com o seu arqui-rival, Petro de Luanda, incluído.

A diferença pontual entra as duas equipas foi tão grande (12 pontos) que o clube do Rio Seco foi, este ano, uma espécie de campeão dos “pequenos”.

O Bravos do Maquis foi a grande revelação da temporada. O terceiro lugar, depois do sétimo alcançado na época passada, não é senão fruto do investimento feito pela sua direcção. A aposta em Zeca Amaral, que nas duas últimas épocas foi campeão pelo Recreativo do Libolo, foi bem-sucedida. A continuidade do técnico é um facto, como garantiu Manuel Docas, presidente da equipa maquisarde.

No próximo ano, a província de Luanda vai ter menos uma equipa na prova de elite do futebol nacional. O Santos não teve argumentos nem astúcia para se manter, o mesmo acontecendo com o Atlético do Namibe e o Porcelana do Kwanza-Norte, equipa que esta temporada fez a sua estreia no Girabola.

O ASA, depois de muito sofrer, conseguiu manter-se entre os grandes. Um alívio para quem é, a par do 1º de Agosto, totalista do Girabola. Participou em todas as edições da prova.

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