Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Todos com Angola

23 de Julho, 2017
Hoje todos os caminhos vão dar ao Estádio 11 de Novembro, onde a partir das 16h30 os Palancas Negras defrontam a selecção das Ilhas Maurícias em jogo da segunda-mão da primeira eliminatória qualificativa ao CHAn\'2018. Trata-se de um jogo que se reveste de extrema importância, no qual será preciso entrar com determinação e mais do que isso, com maior sentido de responsabilidade.

Depois da vitória nos domínios do adversário na primeira-mão, Angola entra para o confronto desta tarde em vantagem, cabendo-lhe apenas confirmar o favoritismo evidenciado em Antananarivo. Claro está que não existem jogos iguais, não se descurando daí a possibilidade do adversário se apresentar melhor que no jogo anterior.

Aliás, derrota por 1-0 não é resultado que não possa ser corrigido. Por isso, não deve Angola embandeirar em triunfalismos exacerbados porque no futebol tudo é possível. Além de mais não devemos perder a noção de que o adversário alimenta a mesma ambição, tem o mesmo objectivo. Portanto, não se espera por um jogo de pantufas. Mas por um jogo sério e de desfecho imprevisível.

Vergadas no próprio reduto, as Ilhas Maurícias terão, certamente, perdido horas a fio no estudo do vídeo do jogo para ver não só onde terão pecado, mas sobretudo para ver em que aspecto os angolanos se revelaram mais fortes, para daí definirem melhor a estratégia para o jogo que podem ter na sua agenda como de revanche.

Entretanto, Beto Bianchi e sua rapaziada não cruzaram os braços nos últimos dias. Trataram de desenvolver um trabalho profundo voltado para aquilo que é preciso fazer para voltarem a sair de cabeça erguida do 11 de Novembro e continuar a acreditar na possibilidade de marcar presença o próximo ano na fase final do CHAN com sede no Kénia.

Por outro lado, é norma que, quem consegue se impor no terreno do adversário seja capaz de fazer mais e melhor quando na condição de anfitrião, embora o descalabro não possa ser colocado fora de hipóteses. Em face disso não se exige ao combinado nacional outro resultado que não seja a vitória. Faz tempo que os angolanos não festejam no 11 de Novembro.

Não há nada que se possa ensinar à equipa, senão apelar que tenha a mesma atitude do jogo anterior para superar toda e qualquer artimanha adversária. A população de Luanda, em representação de todos angolanos, compromete-se ao exercício do papel do 12º jogador para emprestar a equipa o calor necessário, porque a História nos ensina que unidos somos mais . Juntos para a vitória...

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