Jornal dos Desportos

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Opinio

Torneio abortado

05 de Setembro, 2017
A Selecção Nacional de basquetebol sénior masculina que se prepara para o Afrobasket a disputar-se no Senegal e Tunísia, de 8 a 16 do corrente, ficou impossibilitada de aferir o seu nível competitivo antes do arranque da prova, em virtude do cancelamento do torneio internacional de Luanda aprazado para 31 de Agosto a 2 deste mês.

A Selecção Nacional disputou nove jogos de controlo, entre Julho e Agosto, durante o estágio pré-competitivo que efectuou na República da China. Sem levar em consideração os resultados alcançados na digressão à Ásia, o seleccionador Manuel Silva \"Gi\" aproveitou os jogos, essencialmente para tirar as devidas ilações do grupo e projectar melhor a etapa derradeira de preparação.

O torneio internacional de Luanda, ia contar com a participação das selecções de Moçambique e da África do Sul, foi cancelado com justificações pouco convincentes, situação que deixou indignada a família do basquetebol nacional, pelo facto de tal \"falhanço\" revelar algum amadorismo da Federação no tratamento deste expediente. O facto de acontecer o mesmo à Selecção Nacional feminina que participou no Afrobasket do Mali, acaba por acentuar as suspeitas de falta de algum conhecimento de carácter administrativo, da parte do actual elenco federativo, liderado por Hélder Cruz \"Maneda\".

O estágio da China e o trabalho que está a ser desenvolvido em Luanda, desde o regresso da selecção daquele país, são os únicos elementos de avaliação que o seleccionador nacional tem para avaliar o trabalho colectivo e individual do grupo que vai comandar no Senegal e na Tunísia, a partir de sexta-feira.

Com olhos postos no título, a Selecção Nacional ainda assim procura o resgate do troféu, que há dois anos escapou para a Nigéria, em território tunisino. Apesar de algumas adversidades na preparação, os pupilos de Silva \"Gi\" estão dispostos a enfrentar os obstáculos, e ultrapassar todos os problemas que possam obstar à concretização do grande objectivo que é a conquista do título continental.

Com o trabalho praticamente feito, as estratégias definidas e com a viagem à porta, a Selecção Nacional espera o arranque da competição na sexta-feira, para dar início a mais um \"sonho angolano\". Espera-se por um desempenho melhor do que em 2011, em Madagáscar, e em 2015, na Tunísia, cujos títulos foram ganhos pela Tunísia e Nigéria, respectivamente.

O torneio de Luanda seria bem-vindo, antes da \"prova de fogo\", nesta altura de nada vale lamentar o cancelamento da competição. O que se augura, é que a Selecção Nacional tire partido da sua grande experiência, e do estatuto de campeão dos campeões em África, onde detém 11 títulos. Embora o histórico não entre em campo, serve, porém, para os adversários sentirem algum temor. Oxalá, isso, cause alguma influência positiva para a nossa selecção.

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