Jornal dos Desportos

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Opinio

Torneio para testar

09 de Agosto, 2017
A Selecção Nacional de basquetebol sénior feminina regressou ao país, depois de efectuar em terras brasileiras, concretamente na cidade de São Paulo, um estágio pré-competitivo com vista à presença no Afrobasket que se disputa no Mali, de 18 a 27 do corrente.
A Selecção Nacional disputou um total de seis jogos de controlo, com destaque para dois, com a congénere da República do Brasil.

Sem levar em consideração os resultados verificados nos amistosos, o seleccionador Jaime Covilhã aproveitou sobretudo para tirar as devidas ilações, de modos a limar as arestas quando faltam pouco menos de 10 dias para o início da prova.

O trabalho aturado desenvolvido em Luanda, e o estágio realizado no Brasil, vão ser examinados durante o torneio internacional de Luanda que a Federação Angolana de Basquetebol realiza entre 11 e 13 do corrente, com a participação da República Democrática do Congo, Cabo Verde e um Misto de Luanda, com o objectivo de proporcionar mais uma oportunidade à equipa técnica para avaliar os níveis competitivos do “cinco nacional feminino, antes do Afrobasket do Mali.

Com os olhos postos em Bamako, as pupilas da dupla Jaime Covilhã/Apolinário Paquete vão dar uma amostra do que pode vir a ser a presença no Mali, onde o alcance é a conquista do terceiro título continental, depois dos feitos em 2011 e 2013, no Mali e Moçambique, respectivamente.

Com todo o trabalho praticamente feito, e com as estratégias montadas, resta à Selecção mais alguns jogos de controlo para se aferir a capacidade competitiva. O torneio de Luanda é bem-vindo, nesta altura. Os jogos realizados no Brasil com a selecção e algumas equipas locais, permitiram à equipa técnica ter a ideia de como o grupo está, e o que esperar de cada uma das suas integrantes.

O tempo ainda permite algum trabalho e eventuais correcções, o que certamente, vai ser aproveitado por Jaime Covilhã e seus adjuntos. No Mali, Angola está inserida no grupo A, ao lado das similares dos Camarões, Côt D’ivore, Tunísia e do país anfitrião. Apesar de estar numa série difícil, as bi-campeãs africanas estão convictas de ser possível fazer um bom campeonato e entrar uma vez mais na disputa pelo título. O seleccionador nacional também mostra esta convicção, a julgar pelas declarações que tem produzido.

A integração da experiente Italle Lucas, a norte-americana naturalizada angolana, na véspera da partida para o estágio, deu consistência à equipa e opções a Jaime Covilhã. O torneio de Luanda é um bom barómetro para ver em que pé está o \"cinco\" nacional, numa altura em que o tempo está em contagem regressiva.

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