Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Trabalho e aposta

03 de Junho, 2015
Os Palancas já trabalham desde ontem em altitude. A cidade do Lubango, que os recebe desde segunda-feira, foi eleita para receber o jogo com a República Centro Africana, alusivo à primeira jornada do torneio de apuramento ao CAN'2017 que se disputa no Gabão, como tal a selecção entendeu realizar lá a preparação.

Tudo quanto se espera é que o trabalho decorra sem sobressaltos e consiga produzir os resultados esperados em termos de entrosamento, que leve a encarar o jogo do próximo dia 13 com seriedade e mais do que isso, com sentido de responsabilidade e ambição competitiva. Embora haja algum desconforto na Federação, em função de situações que já não interessam evocar aqui, ainda assim, a FAF tratou de criar as condições necessárias para que a equipa tenha uma preparação adequada e consiga atingir índices de motivação aceitáveis e que facilitem a empreitada.

O governo da Huíla também tratou de estender a mão à equipa de todos nós. Aliás, é um bom exemplo que deve ser seguido por outros. Afinal, a selecção é de todos e é importante que todos possamos fazer alguma coisa em prol do seu bem estar. A FAF sozinha pode não resolver todas as situações e é importante quando aparecem contribuições.

Esperamos que a equipa fique completa. Jogadores ausentes na primeira hora, que à partida se iam juntar hoje ao grupo de trabalho, ao que consta já não vai acontecer. Esperamos que a reintegração tardia não venha a atrapalhar o trabalho do seleccionador nacional tampouco venha reflectir-se numa má articulação do conjunto em campo na hora da verdade.

O seleccionador nacional está optimista. Dele ouvimos palavras encorajadoras quando disse que desta vez tudo vamos fazer para que a equipa não volte a falhar o objectivo. Foi animador ouvir palavras como estas carregadas de optimismo e vindas do próprio “comandante” do grupo de trabalho. Então, se há vontade patriótica de quem está no terreno, porque não cuidam os administrativos do resto?

Auguramos um começo de torneio auspicioso, ao contrário daquilo que aconteceu na corrida anterior. Os jogos em casa são para serem ganhos e procurar fazer o possível naqueles que se disputarem fora de portas. Consentir derrotas em casa é à partida, sinal de fraqueza. Pois é quase um dado certo, que quem consente em casa, é incapaz em campo alheio.

Precisamos, por tudo isso, de corrigir o que esteve mal na campanha passada e acertar o passo. À partida, o grupo não é lá tão difícil, embora na linguagem futebolística não existam fracos. Precisamos só é de fazer bem o trabalho de casa, para que a meio do torneio ou se preferirem, no final da primeira volta possamos traçar um quadro perspectivo eivado de optimismo.

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