Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Trabalho redobrado

03 de Outubro, 2014
O anúncio do grupo dos Palancas Negras que defrontam o Lesoto para a terceira jornada do apuramento ao CAN de Marrocos vai, seguramente, pôr fim às especulações em torno dos eleitos do seleccionador Romeu Filemon para o terceiro jogo do combinado nacional para a fase que se segue nesta corrida, muito por culpa do triste episódio que se viveu no jogo com o Burkina Faso no 11 de Novembro.

A FAF deu a mão à palmatória, no que toca aos erros cometidos acerca da não utilização de Dolly Menga e Igor Vetokel, ainda que tardiamente, mas fê-lo e o momento agora é de sintonia entre dirigentes, jogadores, treinadores e adeptos.

Angola está numa posição pouco confortável em termos classificativos no grupo C, com duas derrotas somadas em igual número de jogos, mas nada está definido quando às duas vagas de acesso ao CAN.

Embora titubeante, o começo não indicia, de modo algum, o descalabro anunciado do combinado nacional. Em termos de perspectiva, Angola ainda tem doze pontos por disputar contra os mesmos adversários da primeira volta.

Nenhuma derrota é benéfica e em torneios de qualificação como este, em que os Palancas Negras estão inseridos, a perda de pontos tem sempre reflexos nas contas finais de todos os intervenientes.

Os Palancas estão na cauda do grupo mas as hipóteses de qualificação não se esfumaram com os resultados negativos consentidos diante do Gabão e do Burkina Faso, é bom que se enfatize sempre isso. A Selecção Nacional não pode atirar a toalha ao tapete antes de esgotar as possibilidades que restam para se pode qualificar.

Angola está em desvantagem em relação aos dois primeiros da frente, mas pode recuperar, a começar pelos dois jogos que tem diante do Lesoto, e pode, também, tirar partido dos pontos que, eventualmente, o Burkina Faso e o Gabão podem perder nos dois confrontos que têm entre si, um para a terceira e última jornada da primeira volta e o segundo referente à primeira jornada da segunda fase.

Com este cenário, não custa concluir que estamos diante de um quadro que não oferece alternativa ao conjunto nacional, pelo que só o triunfo garante continuar a sonhar alto, pelo que o trabalho deve ser redobrado.

O curto estágio previsto para a África do Sul serve para atenuar os efeitos da altitude em Maseru, e ainda para fugir da pressão a que os jogadores podiam ser submetidos com uma preparação caseira, de adeptos com um nível muito alto de ansiedade.

Chegar ao nono CAN é algo que está ao alcance dos Palancas Negras, pese o último lugar que ocupam na classificação do seu grupo. As duas derrotas sofridas não podem perseguir a equipa até ao fim da corrida, como fantasmas.

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