Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Transtornos iniciais

19 de Dezembro, 2015
Os transtornos que os Palancas Negras vivem por esta altura, que é de preparação para a "operação Rwanda" que está nos primeiros passos, não constituem bom augúrio para o conjunto nacional, que viu no apuramento ao CHAN a única forma de salvar uma época marcada pela eliminação da corrida ao Mundial da Rússia de 2018.

A Selecção Nacional precisa de mais tranquilidade, para esboçar as linhas que vai lançar na competição no Rwanda. Em 2011, Angola atingiu o segundo lugar nesta prova, na altura disputada no Sudão, quando terminou como finalista vencido e é evidente que os adeptos e o país futebolístico sonhe novamente em atingir o pódio.

Sem o desejado estágio no Lubango, a solução foi treinar em Luanda, em regime de concentração. Um contra -tempo que obrigou, naturalmente, o seleccionador nacional a arranjar alternativas, as mesmas encontradas para a indisponibilidade de alguns jogadores inicialmente convocados, como Fredy, que por transferir-se para o futebol português deixou de reunir as condições para ser convocado para o CHAN, competição reservada a jogadores que evoluem nos respectivos países.

A Selecção Nacional, se quiser ter uma preparação que leve a atingir um lugar honroso na prova do Rwanda, não pode viver de "remendos", o seleccionador nacional tem de ter o mínimo para preocupar-se com o cumprimento integrar do plano de preparação que traça.

É preciso não esquecer, que os jogadores convocados estão há um bom tempo sem competição, cumprido que foi o calendário oficial do país e a participação da selecção nacional nos compromissos que teve este ano (corrida ao CAN e CHAN assim como as eliminatórias para o Mundial), pelo que os jogadores chamados por Romeu Filemon vão necessitar de uma preparação específica, na fase inicial, que em muitos casos pode ser melindrosa se não foi bem acompanhada.

No CHAN do Rwanda, Angola tem as selecções dos Camarões, Etiópia e República Democrática do Congo, conjuntos que podem complicar as contas dos Palancas Negras, pelo nível do seu futebol.

Portanto, só com uma preparação cuidada, em que não seja necessário improvisar alguma coisa todos os dias, no capítulo da organização do ciclo preparatório, é que o conjunto nacional pode chegar longe na prova, ainda que haja boa vontade da equipa técnica e entrega total dos jogadores seleccionados.

As vitórias preparam-se atempadamente, um eventual êxito da Selecção Nacional devia começar a ser preparado ontem, com o mínimo de condições para aqueles que vão ter a espinhosa missão de defender as cores do país, na principal competição de selecções da Confederação Africana de Futebol, no próximo ano.

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