Jornal dos Desportos

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Opinio

Treinadores despedidos

12 de Abril, 2017
Os treinadores de futebol vivem tempos difíceis por estes dias, com os despedimentos a sucederem-se uns atrás dos outros, numa altura em que o Girabola Zap já atingiu mais de metade do percurso da primeira volta, com nove jornadas disputadas.Na última segunda-feira, o técnico Helder Teixeira e a direcção do 1º de Maio de Benguela colocaram a nu as suas divergências e resolveram anunciar o divórcio entre as duas partes.

O móbil foram os maus resultados a equipa benguelense vinha tendo sob o comando do referido treinador. Teixeira deixa a equipa na 11ª posição com oiro pontos, muito longe, por isso, da linha de despromoção e com cinco formações atrás de si. O técnico não suportou a pressão a que estava a ser submetido por aquelas paragens, e a força do \"chicote\" fez-se valer.

No mesmo dia, a direcção do clube Santa Rita de Cássia FC do Uige, chefiada por Nzolani Pedro, rescindiu o contrato com os treinadores adjuntos e o director técnico, por motivos de desentendimento com o técnico principal Sérgio Traguil, concretamente Mbuisso António e os adjuntos Dianguito e Lusadila Dady.

O presidente do clube diz que a rescisão foi de forma amigável, depois de uma reunião com o patrocinado do Clube, tendo avançado que o desentendimento existente entre os adjuntos e o treinador principal tem causado instabilidades no seio do grupo.O certo, é que são duas saídas que podem provocar mossa no grupo do clube que na classificação está numa situação delicada, ao ocupar o 14º posto, com apenas seis pontos arrecadados.

O último treinador a conhecer a força do \"chicote\", foi o técnico João Machado, decano dos treinadores no campeonato, e que até a última segunda-feira esteve ligado ao ASA. Uma ligação com pouca duração, porquanto João Machado orientou a equipa em apenas nove jornadas, em que conseguiu cinco empates e três derrotas, o que corresponde a cinco pontos, sem qualquer vitória na prova, sendo a única formação nessa situação, e com o conjunto aviador na penúltima posição, a viver o mesmo dilema do passado, competir na competição para não descer de divisão.

Os treinadores sabem que vivem de resultados, e quando estes não aparecem quase sempre são os primeiros a serem sacrificados. Por esta altura, são já cinco o número de treinadores despedidos nesta temporada, mas nada indique que este número fique por aqui.O nosso Girabola é dos campeonatos que mais treinadores despede ao longo de uma temporada, porque são eles que pagam as facturas, às vezes, de épocas mal preparadas administrativamente pelas direcções das respectivas agremiações.

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