Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Treino final

15 de Julho, 2017
Depois do estágio de aproximadamente duas semanas na África do Sul, os Palancas Negras procuram contornar o adversário nos seus domínios, de modo a encararem o jogo de resposta, em Luanda, com maior discernimento e garantir presença na derradeira eliminatória da fase preliminar da prova.

Para já, Angola tem um adversário ao alcance, mas isso não é uma garantia de que em Port Louis tudo vai ser um conto de fadas.

Algumas cautelas são necessárias, até porque a jogar em terreno alheio é sempre uma empreitada que impõe um jogo moderado para se evitar dissabores.

Nesta altura, depois da Taça Cosafa, Beto Bianchi deve ter um maior domínio de como a equipa está em termos competitivos, deve no treino de hoje que serve de adaptação ao relvado do estádio Port Louis, proceder aos ajustes necessários e limar as arestas que ainda constituem preocupação, a menos de 24 horas do jogo.

Os Palancas Negras querem voltar a fazer história e marcar o terceiro regresso ao CHAN, competição reservada aos jogadores que actuam nos campeonatos internos de cada país. Angola já lá esteve em duas ocasiões, nomeadamente, em 2011 no Sudão, e em 2016 no Ruanda.

Na estreia, a Selecção Nacional foi orientada pelo técnico Lito Vidigal, que teve a proeza de levar a equipa de todos nós à final da prova, quando defrontou e perdeu para a Tunísia, por expressivos 3-0.

No ano passado (2016), os Palancas Negras regressaram a este africano, desta feita, com palco no Ruanda. Sob comando de José Kilamba, a caminhada foi interrompida ainda na primeira fase.

Depois de duas participações distintas, Beto Bianchi quer colocar também a Selecção Nacional no CHAN, para deixar a sua marca.

Embora seja esta ambição, concretizável, se primeiro for garantida a qualificação. Ou seja, o seleccionador nacional e seus pupilos têm de primeiro passar as duas eliminatórias que têm pela frente, só depois então, devem sonhar com a possibilidade de melhorar a última prestação, ou na melhor das hipóteses, igualar o feito de Lito Vidigal, de chegar uma vez mais à final da competição.

Gorada a tentativa de conquistar a Taça Cosafa, onde ficou nos quartos -de -final, os Palancas Negras têm no CHAN uma das alternativas de competir numa fase final. As eliminatórias de qualificação ao CAN dos Camarões, em 2019, é também outra das possibilidades. Mas por agora, importa mesmo focar as atenções no jogo de amanhã.

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