Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Tributo aos jovens

12 de Janeiro, 2014
Recuando no tempo, devemos dizer que é a primeira vez que um campeonato nacional de juniores recebe tamanha representatividade, sinónimo de que o futebol jovem está finalmente a ganhar o seu espaço. A formação é uma das prioridades explanadas na Estratégia de Desenvolvimento do Desporto em Angola, por isso, este Campeonato Nacional deve servir de alento para os futuros eventos.

A vitalidade de uma estrutura desportiva não se observa, apenas, nos títulos conquistados ou nas vitórias pontuais alcançadas, mas também nas organizações de que se é capaz levar por diante. E o futebol jovem, não se esbatendo num passado recheado de momentos de glória, vai conhecer um grande dinamismo, com a realização dos campeonatos nacionais de juvenis, que decorrem na província de Benguela, com a participação de dez equipas, e o de juniores, com sede no Huambo.

Enorme é a importância de movimentações deste género. Cai aqui, como uma luva, a imagem de que hoje se semeia, para colher amanhã. Perante este facto, seria injusto não dedicar uma palavra a todos os que deram o seu melhor para tornar realidade os dois eventos, contribuindo de forma decisiva para se operar a transformação que o futebol jovem espera, mas que tarda em aparecer.

Durante muitos anos, apenas se pensava no futebol adulto (seniores) relegando os mais jovens para um esquecimento e desinteresse pernicioso. Nesse período, os nacionais de juvenis e juniores eram disputados por apenas seis ou sete equipas. Era um marasmo que afectava muito a formação técnica dos jovens, que disputavam apenas quatro a cinco jogos num fim-de-semana.

Diz-se que o futebol em Angola peca pela falta de aperfeiçoamento, que actualmente os jovens são, tecnicamente, menos evoluídos. Tudo isso é reflexo do pouco apoio que é dado às camadas jovens. Os seniores capitalizam tudo e mais alguma coisa.

Por isso, esperamos que estes dois campeonatos, de juvenis e de juniores, possam ser o balão de ensaio para, no próximo ano, a representatividade ser maior. Quem vai ganhar com isso vão ser as selecções nacionais, que terão um maior campo de escolha.

Unidos, jovens e adultos responsáveis, podemos iniciar o ciclo que deve operar a transformação no futebol jovem. E, de facto, há razões para isso, para sonharmos com um futuro melhor.

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