Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Triunfo do ciclismo

01 de Dezembro, 2015
No ano que hoje entra para o último mês, a Federação Angolana de Ciclismo(FACI) fez um anuncio surpreendente à nação no mês de Agosto, dando conta de que aquela entidade organizaria a primeira volta a Angola em Bicicleta. Inicialmente pouca importância foi dado a tal anúncio. Mas à medida que se aproximava a data indicada o interesse das pessoas foi sendo cada vez notório.

Como sempre, o governo angolano deu todo o apoio possível para que a equipa comandada por Diógenes de Oliveira, presidente da FACI, colocasse em prática o seu projecto. No dia sete do mês de Outubro, a cidade do Cuito, Bié, testemunhou o arranque histórico da primeira volta a Angola em Bicicleta.

As províncias do Huambo, Benguela, Cuanza Sul e Norte, Malange, Uige, Bengo e Luanda, tiveram o privilegio de ver passar os mais de noventa ciclistas de França, Portugal, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde Moçambique Republica Democrática do Congo e Moçambique e naturalmente as equipas angolanas lideradas pelo Benfica de Luanda.

Logo na primeiras etapa do Bié ao Huambo, Igor Silva(filho do Lendário Alberto da Silva “Pepino”) deu o aviso de que Angola estava a organizar a sua primeira volta e também seria a vencedora. Determinado, Igor Silva venceu as quatro etapas seguintes, limitando-se depois a gerir a situação até que no último da competição em plena cidade do Kilamba ergueu o primeiro troféu da volta a Angola.

É interessante sublinhar a forma em que o povo angolano correspondeu nas províncias por onde passaram os ciclistas. Segundo Justiniano Araújo, antigo praticante da modalidade e director executivo da prova e grande “monstro” do ciclismo angolano, bastante experimentado nestas competições em vários países da Europa como a França, Portugal e em países africanos, nunca viu tanta moldura humana a interagir com os ciclistas numa volta como aconteceu em Angola.

A vitoria Angolana foi e continua a ser tão comentada a nível nacional e não só que fez esquecer a dor dos desaires nos Afrobasket' 2015 em onde as nossas principais selecções em ambos os sexos foram derrotadas ou seja foram impedidas de trazer mais uma vez o troféu a casa para o orgulho dos angolanos.

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