Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Tudo possvel

01 de Abril, 2016
A Selecção Nacional complicou as matemáticas de qualificação ao Gabão'2017 após derrota de terça-feira com o Congo Democrático no estádio 11 de Novembro. Será que interessa evocar aqui as razões que estiveram na base da derrota? Pensamos que não. Pois quando o mal está consumado, muitas vezes não interessa cair em lamúrias. Aliás, faz todo sentido a máxima popular segundo a qual não se deve chorar pelo leite derramado.

A derrota, numa perspectiva analítica mais realística acabou apenas por ser reflexo daquilo que é o nosso futebol em termos de qualidade e nível. O adversário que não é de outra galáxia, embora muito bem sucedido nos últimos tempos no plano competitivo, não foi superior. No futebol soe dizer-se que as equipas só jogam aquilo que o adversário permitir jogar. Ao contrário fica-se pelo meio termo.

Na verdade, a selecção angolana foi demasiado permissiva. Permitiu que o adversário assumisse as rédeas do jogo, denotando em algumas circunstâncias na quadra uma ousadia como se fosse ele o anfitrião. De resto, muito cedo ficou denunciada alguma fragilidade da turma angolana, sobretudo pela forma infantil como foi não só consentindo os golos, mas como também como foi sendo dominado na quadra.

Depois da derrota anterior, com o mesmo adversário, era suposto que os Palancas dominassem já o esquema do jogo deste. Pois assim feitas as coisas Angola precisará ganhar os próximos dois jogos, nomeadamente com a República Centro Africana e com o Madagáscar. Na mesma não basta.
terá de aguardar por deslizes de outras equipas para lograr a qualificação, o que é na verdade uma empreitada que não se prevê fácil tão pouco alcançável para uma equipa que no próprio reduto se revela incapaz de reagir à agressividade adversária.

Seja como for, e como se costuma dizer que a esperança é a última a morrer, pode ser que consiga fazer o milagre. Mas para tanto, é preciso acreditar mais. É uma questão de acreditar e mais do que isso trabalhar nos aspectos em que se esteve mal a ver se no próximo jogo a equipa jogue de forma mais solta. Pois, nos jogos de Kinshasa e Luanda nem por isso esteve muito presa nos movimentos.

Pensamos que como uma equipa com que se jogava pela milésima vez em tão pouco espaço de tempo, a selecção devia estar mais à vontade por se tratar de um adversário cujos movimento já são conhecidos, apesar de do ponto vista da estratégia os técnicos terem sempre a tendência de baralhar as cartas, ou inovar aqui e ali.

Em todo caso, pensamos que a esperança ainda não morreu em definitivo. Como das vezes anteriores em que fomos bafejados pela sorte á última hora, tal também pode acontecer desta vez. De resto República Centro africana e Madagáscar que vêm pela frente, embora sendo adversários respeitáveis, mas não serão para Angola um bicho de sete cabeças.

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