Jornal dos Desportos

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Opinio

Tudo complicado

18 de Outubro, 2018
A derrota averbada pela Selecção Nacional de futebol, na terça-feira, em Nouakchott, convida-nos a um exercício matemático sobre as possibilidades que restam para a qualificação ao Campeonato Africano das Nações de 2019, nos Camarões. Dizer que a qualificação passa, por ora, a ser uma miragem, pode infundir algum pessimismo exacerbado. Mas, aferir que ela ficou um pouco comprometida, não seria nenhuma mentira.
Em Nouakchott, os Palancas Negras deixaram escapar a sagrada oportunidade de assumir a liderança do grupo, e cimentar a esperança na qualificação. Infelizmente, a equipa de todos nós nunca levou em conta o lema segundo o qual, \"no aproveitar está o ganho\". Com o empate verificado no outro jogo do grupo, entre Botswana e Burkina Faso, em caso de vitória estaria com meio caminho andado.
Na verdade, custa, em parte, perceber como uma equipa que 72 horas antes se tinha revelado claramente superior ao adversário, é derrotada, quase, sem qualquer resistência. É certo, que o jogo disputou-se num outro ambiente, em casa alheia, mas a derrota com um golo apontado aos 17 minutos, explica por A+B, a incompetência revelada na quadra de jogo.
Não estamos a dizer que devia voltar a Luanda vitoriosa, porque em campo teve um adversário, também ele, com as suas ambições. Todavia, à despeito do que se viu no jogo do Estádio 11 de Novembro, o pior resultado que a esmagadora maioria augurava era um empate lá, para não elevar demasiado a fasquia. Derrota não era o resultado que os angolanos esperavam.
Assim, as coisas ficaram complicadas. Há que redobrar os esforços nos próximos dois jogos, para não dizer que vamos de calculadora na mão. Pois, se olharmos para a composição do grupo, apenas o Botswana perdeu a esperança, sobretudo, depois do empate com Burkina Faso. Os outros três concorrentes lutam pelo mesmo objectivo, e prometem garra até ao fim.
Ora, a esperança agora fica reservada para a próxima jornada, em que Angola recebe o Burkina Faso, deve fazer tudo para vencer e esperar por um deslize no Mauritânia -Botswana. Se assim for, as equipas vão para a derradeira ronda, em Março, quase em igualdade de circunstâncias. Este quadro podia ter sido evitado.
Seja como for, não vamos dar privilégio ao pessimismo. Vamos esperar que os jogos aconteçam, que a Selecção Nacional tire proveito das oportunidades que surgirem pelo caminho. De resto, nos dois jogos em falta, nem sequer a palavra empate deve entrar nas projecções. Quer num, como noutro, apenas a vitória interessa e melhor com boa margem de golos, porque não está fora de hipóteses a possibilidade de se registar igualdade pontual no final.

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