Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Tudo em aberto

21 de Janeiro, 2015
Depois do que deu a ver na Supertaça Wlademiro Romero, disputada em Malanje, e mais recentemente no campeonato nacional, em jogos com o campeão nacional, Recreativo do Libolo, os quais acabou por vencer e convencer, os petrolíferos por mais que digam o contrário, não podem deixar de ser tidos como uma das equipas a lutar pelo principal troféu da competição.

Nesta empreitada estão, como já era de se esperar, as equipas que, em função da trajectória, mostram mais consistência competitiva. E são os casos do Recreativo do Libolo, campeão africano e campeão nacional, 1º de Agosto, vice-campeão nacional, Petro de Luanda, terceiro classificado da última edição da prova, e Interclube, quarta força competitiva nacional.

Embora no BIC Basket estejam outras equipas, pensamos, contudo, que são aquelas quatro que vão disputar a fase derradeira, ou seja a Fase Final. Nesta fase haverá três sub-fases, nomeadamente a Fase de Grupos, a Fase de Qualificação e a do Play Off.

Com o sistema de todos contra todos a duas voltas, a Fase Regular e a Fase de Grupos são etapas para as equipas ganharem rodagem competitiva a fim de aparecerem nas duas últimas mais fortes e competitivas. É, pois, nas fases de Qualificação e Play Off que se vai ver"quem é quem", como é vulgar dizer-se.

Por aquilo que tem sido a experiência dos últimos anos, para a penúltima fase militares, libolenses, petrolíferos e polícias alinham-se, por essa ordem, com as mesmas possibilidades de chegarem à última e derradeira etapa da discussão do título. Apesar de as quatro perseguirem um só objectivo, apenas duas têm enormes hipóteses de lá chegarem: 1º de Agosto e Libolo.

Como campeão africano e campeão nacional, a equipa do Cuanza Sul tem por obrigação defender o prestígio e estatuto alcançados no ano passado. É com o peso desta responsabilidade que os libolenses encaram o BIC Basket. Mas para a concretização deste desiderato têm, porém, de superar algumas dificuldades que se têm evidenciado nos últimos jogos.

A equipa mostra algum cansaço, o que se revela na quebra física que apresenta nos últimos dois quatros do jogo. Alguns jogadores influentes em fase de recuperação deixam menos competitivo grupo. Olímpio Cipriano, Carlos Morais e Bráulio Moarais são disso exemplo.

O 1º de Agosto, por seu lado, está apostado a inverter o quadro negro do ano passado, em que perdeu as duas principais competições para os actuais campeões nacionais. A Manutenção de Paulo Macedo no comando é um sinal claro de que a direcção rubro negra continua a confiar nas qualidades do treinador.

Aos poucos, os militares vão dando sinal de recuperação, pelo que é de se lhe apontar como principal opositor dos libolenses.
Por fim, temos ainda o Petro de Luanda e o Interclube que não sendo potenciais candidatos não deixam, contudo, de entrar nesta disputa. Aliás, os sinais são evidentes.

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