Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Tudo ou nada

26 de Março, 2010
A Selecção Nacional tem amanhã, diante do Madagáscar, o seu segundo grande teste, depois do Campeonato Africano das Nações e do abandono do técnico Manuel José. Depois do empate a zero golos nos primeiros 90 minutos, outro resultado que não seja a vitória coloca os Palancas Negras fora do CHAN. Na segunda parte desta eliminatória, o apoio proveniente das bancadas vai ser determinante, até porque marcar é necessário, mas pode não ser suficiente.

Nos dias que correm, empatar fora, sem golos, é um resultado traiçoeiro. Obriga a vencer e condiciona a estratégia, na medida em que qualquer golo sofrido limita seriamente as possibilidades de apuramento. Fruto dessa realidade, espera-se uma tarde de bom futebol no 11 de Novembro. Zeca Amaral e jogadores sabem que, para manterem viva a esperança de continuar a sonhar com o Sudão, só a vitória interessa. Não importa os números.

O entusiasmo que se vive nas hostes do combinado nacional, a atravessarem um novo ciclo, é amanhã submetido a mais um teste de fogo, o segundo no espaço de 15 dias, diante de um adversário que, na primeira parte da eliminatória, em sua casa, deu provas das suas pretensões na prova. É diante deste adversário, o Madagáscar, que os Palancas Negras perseguem a sua continuidade na prova.

A ambição domina o balneário, onde nenhum outro pensamento que não seja a vitória, que dá acesso à próxima eliminatória, onde o adversário vai sair do desfecho Malawi-Moçambique (3-0, na primeira-mão), não entra nas contas. Mesmo com algumas limitações na tarefa de montar a equipa, como, por exemplo, a ausência de Mabiná, substituído por Zé Kalanga, Zeca Amaral multiplica-se em demonstrações de confiança, alicerçada no empate a zero golos nos primeiros 90 minutos, fruto das dificuldades colocadas por um adversário bastante voluntarioso, que dificultou ao máximo a tarefa dos angolanos.

Apesar de ter noção das dificuldades que a eliminatória encerra, o técnico sabe de antemão que só a vitória interessa ao "onze" nacional, que tem recursos bastantes para deixar pelo caminho os malgaches, também eles com responsabilidades e qualidades para vencerem a eliminatória. Um jogo a eliminar, com características de uma final, fica sempre dividido pela metade em termos de favoritismo.
Policarpo da Rosa

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