Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Turbulncia eleitoral

30 de Outubro, 2016
A turbulência nos pleitos eleitorais das Associações desportivas, em particular na Associação Provincial de Luanda de Basquetebol, demonstra falta de maturidade dessas, assim como falta de fiscalização da entidade competente, no caso a Direcção Provincial dos Desportos.

Deixar uma direcção ser eleita só por um clube, num universo de mais de seis ou sete, e um clube sem expressão na modalidade, sem qualquer desprimor, é uma situação que reflecte pouca seriedade dos dirigentes desportivos.

É lamentável, que os dirigentes desportivos dos clubes não assumam as suas responsabilidades no momento certo, porém, quando em presença de um problema lembram-se que nunca votaram nesse ou naquele candidato.

É a partir de actos como esses, que se afere a seriedade e compromissos dos dirigentes desportivos. Quando se perfilam para dirigir os clubes, sobretudo os grandes que têm enormes responsabilidade, têm de contar com todos esses actos. Mandar para um pleito eleitoral uma pessoa disponível do clube, para depositar o voto neste ou naquele, é um acto de gritante irresponsabilidade.

É uma mensagem de falta de compromisso, não apenas para com a Associação, mas também para com o desporto, em geral. Os clubes têm a obrigação de saber em quem votam, e por que votam, decisão que deve resultar de uma reflexão e de ponderação de interesses.

O “núncio” que é enviado para depositar voto, neste ou naquele, não é fiscalizado, e por qualquer situação pode não levar bem o recado recebido. Pode depositar voto no candidato que lhe pareça ser simpático, gentil ou qualquer outro critério, que não seja a capacidade de execução das tarefas que se propõe, o que tem necessariamente reflexos na gestão desportiva das Associações ou Federações.

Votar numa Associação ou numa Federação é tão importante como contratar um treinador para esta, ou aquela equipa. É um acto sério, se menosprezado pode prejudicar o futuro do clube. Logo, os dirigentes deviam ser sancionados pelos adeptos, porque não assumem em plenitude as suas funções.
Por não defenderem os interesses dos clubes, em toda a dimensão. É essa análise, que tem de ser feita ao menosprezo que os presidentes dos grandes clubes dedicam aos pleitos eleitorais das Associações. Como é possível que o 1º de Agosto, Petro de Luanda, ASA e Interclube não tenham votado nas primeiras eleições (invalidades) realizadas na Associação de basquetebol?

Não é uma situação nova, é aliás recorrentes, esses clubes dedicarem pouca atenção aos pleitos eleitorais das Associações. O facto de mandar um chefe de departamento, ao invés do presidente do próprio clube, traduz claramente a "seriedade" com que encaram esses actos.

É raro ver os “grandes” presidentes nesses actos, porém, são os mesmos que volta e meia queixam-se da actuação da Associação ou da Federação.
Essa é a situação caricata que ocorreu na Associação de Basquetebol de Luanda, que devia envergonhar todos os que fazem desporto no país, em particular a modalidade de basquetebol.

Últimas Opinies

  • 23 de Março, 2019

    Agora que venha o CAN do Egipto!

    Que venha agora o CAN do Egipto! Sim, que  venha o Campeonato Africano das Nações porque a fase de qualificação ficou já para atrás. 

    Ler mais »

  • 23 de Março, 2019

    Cartas dos Leitores

    Estou aqui para trabalhar. É uma realidade nova para mim. Nunca estive em África.

    Ler mais »

  • 23 de Março, 2019

    Angola est no Egipto

    O país acordou, hoje, na ressaca da explosão festiva resultante da qualificação da selecção nacional de futebol, ao Campeonato Africano das Nações, a disputar-se em Junho e Julho, no Egipto.

    Ler mais »

  • 21 de Março, 2019

    Amanh um "tudo ou nada

    Amanhã é uma espécie de Dia D, para nós, e tal fica a dever-se aos ‘’Palancas Negras’’

    Ler mais »

  • 21 de Março, 2019

    Um regresso depois de quase dez anos

    Volvidos quase dez anos, volto a assumir uma missão como enviado especial do Jornal dos Desportos, título para o qual escrevo desde o ano de 1997, e que nesse momento assumo o cargo de editor, depois de já ter sido sub-editor e correspondente provincial.

    Ler mais »

Ver todas »