Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Uge em apuros

02 de Junho, 2017
Nesta particular, as três equipas que ocupam as últimas posições na tabela classificativa correm sérios riscos de regressar à segunda divisão. O Santa Rita de Cássia pela ordem de posicionamento é a que aparentemente parece mais próximo de não resistir à “queda”, que a acontecer volta a deixar o Uíge sem futebol de primeira água.

No recomeço da segunda volta a equipa terá de inverter o quadro que lhe é favorável. Dos 45 pontos que deveria amealhar no primeiro turno durante as 15 jornadas, o Santa Rita conseguiu apenas 7, perdendo nada mais, nada menos que 38 pontos.

As coisas não se adivinham fáceis para os católicos uigenses, que podem contornar a situação na disputa com os demais aflitos, nomeadamente ASA, JGM e ainda Académica do Lobito, Progresso da Lunda Sul e 1º de Maio de Benguela.

A segunda volta vai ser, por isso, para o Santa Rita de Cássia, uma autêntica maratona, onde todos os jogos vão ser encarados como finais, sobretudo os jogos a disputar no seu habitat, nos quais a divisa será \"em casa mandamos nós\".

Depois de despedir o técnico luso, Sérgio Treguil, a direcção do clube tem este pendente por resolver antes do início da segunda volta, já que nesta altura uma comissão técnica lidera os destinos da equipa. Nzolani Pedro tinha dado garantias de que a questão do novo treinador estava a ser estudada para que no recomeço da prova tudo estivesse solucionado. Contudo, até agora nada ainda transpirou, o que equivale dizer que o Santa Rita continua sem substituto efectivo para Sérgio Treguil. A crise económica e financeira por que passa o país tem atingido várias instituições, não escapando as do desporto deste sufoco. Talvez seja esta a razão para o retardamento do anúncio do novo treinador, uma vez que têm de estar acautelados todos os aspectos financeiros inerentes ao contrato.

Mas o eventual sucesso da manutenção do representante do Uíge no Girabola Zap não nos parece que depende apenas da entrada de um novo treinador. Com base naquilo que foi o seu desempenho na primeira volta, será igualmente necessário acautelar a contratação de algumas unidades para reforçar o próprio plantel, de modo a lhe dar mais consistência e capacidade competitiva.

Depois da tragédia que ocorreu naquela província, na abertura da prova rainha, seria frustrante para a população do Uíge, sobretudo para os amante do rei-futebol que a equipa não resistisse à fina-flor do futebol nacional, logo na sua estreia.

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