Jornal dos Desportos

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Opinio

ltimas etapas

16 de Outubro, 2015
A dois dias do término da I edição da Volta a Angola em bicicleta podemos dizer, em jeito de antecipação, que o saldo da organização do evento é francamente positivo, a julgar pela regularidade competitiva que tem sido evidenciada pelos competidores bem como pelos elogios em face das condições criadas.

Não obstante algumas pequenas queixas e prontamente aceites por quem está pela primeira vez numa experiência do género, de um modo geral a Volta a Angola está a ser muito bem referenciada sobretudo pelos ciclistas estrangeiros que vieram tomar parte e prestigiar a prova que marca também o 40º aniversário da Independência Nacional, assinalar-se no próximo dia 11 de Novembro.

Numa altura em que se pedalam os últimos quilómetros, verifica-se o elevar do nível competitivo, com a armada estrangeira a começar a despertar, depois do domínio das primeiras sete etapas pelos atletas angolanos, concretamente do Benfica de Luanda, com Igor Silva a conservar a camisola amarela.

Os ciclistas franceses estiveram em evidência na sétima etapa, ao terminarem na primeira e segunda posições, depois de terem dado já um sinal de alerta na etapa anterior, em Malanje em que conseguiram um terceiro lugar atrás dos angolanos. Quase às portas da cidade capital, onde vai terminar a prova que teve como ponto de partida a cidade do Cuito, na província do Bié, os competidores convidados pretendem forçar os angolanos um despique mais acentuado nesta ponta final.

Poder-se-á dizer que estamos já no momento do spint final, onde todo o esforço e estratégia devem ser empregues para tirar o máximo proveito. Depois do domínio das primeiras sete etapas, é lógico que os angolanos não vão querer deixar os seus créditos em mãos alheias. Igor Silva continua a conservar a camisola amarela e pretenderá mantê-la até ao corte da meta final em Luanda.

De resto, tirando o grande despique que se regista do ponto de vista competitivo, a I edição da Volta Angola já é um sucesso antes mesmo do balanço. Esta conclusão é resultado do nível de organização, com a criação das melhores condições possíveis em todas as cidades por onde já passaram os ciclistas e pelo entusiasmo revelado pelos adeptos da modalidade, que têm estado em várias artérias para manifestar o carinho a todos os competidores.

Se antes do seu início o presidente da Confederação Africana teceu vários elogios, avançando a perspectiva de a prova ser enquadrada no calendário das competições africanas, nesta altura é mais do que evidente que as referências no final vão ser de muitos elogios. Resta-nos seguir os últimos quilómetros com a mesma expectativa e entusiasmo.

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