Jornal dos Desportos

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Opinio

Um novo ministro

18 de Setembro, 2016
Albino da Conceição conhece como poucos, os cantos da casa do ministério que agora passa a dirigir, anos depois de ocupar os cargos de vice-ministro e secretário de Estado, respectivamente.

O futebol vive a pior crise de resultados dos últimos dez anos. Os Palancas Negras jogaram cinco edições consecutivas o CAN ( Egipto-2006, Ghana-2008, Angola-2010, Gabão e Guiné-2012 e África do Sul-2013). De repente, como se tudo fosse obra do acaso, a equipa nacional não é capaz de voltar a pisar o palco da maior cimeira do futebol continental. De uma assentada, os Palancas Negras desperdiçaram duas oportunidades.

Das selecções jovens, quase ninguém mais se lembra. A de Sub-20 disputou pela última vez o CAN da categoria há onze anos, em 2005; a de Sub-17 não vai ao CAN desde 1999, ou seja, há 17 anos. Pedro Neto substituiu Justino Fernandes no cargo de presidente da Federação Angolana de Futebol, prometeu tudo e mais alguma coisa. Primeiro, o edifício legislativo que rege o futebol, e a seguir, concentrar as suas forças no futebol jovem. Seis anos depois de ocupar o cargo, o futebol descarrilou mais do que era expectável. O futebol desceu do décimo para o rés-do-chão.

É a esse nível que se encontra o futebol, a modalidade que menos alegrias oferece ao País. É a que mais consome o dinheiro do Estado, 40 anos depois da Independência só conquistou um título, em 2001, na categoria de Sub-20, contra 11 títulos do andebol e do basquetebol. Essas duas modalidades dominam o continente em quase todas as dimensões. Dos seniores aos sub-18. São essas modalidades que carregam a nossa "tocha olímpica".
A presença de um novo ministro dos Desportos é uma oportunidade para renovar as esperanças por dias melhores. É verdade que as Federações são autónomas, em quase todas as perspectivas, porém, precisa de um ministro capaz de alterar o rumo das coisas, capaz de fiscalizar (por meio das suas direcções provinciais) o cumprimento das leis.

Não é necessário mais " cimeiras nem conferências " para discutir os problemas do futebol. Eles estão registados, conhecidos de cor e salteado. Precisa de homens comprometidos com o bem fazer, preocupados em deixar um legado. É desse tipo de pessoas que o futebol suplica na Federação como nos clubes.

E, espera-se do novo titular algum valor acrescentado, não se coloca a questão de não saber ou ter de aprender como funciona a casa. Foi director nacional, vice-ministro, secretário de Estado e agora ministro. Tem as ferramentas para impulsionar um novo quadro no desporto nacional. Não bastam palavras, é necessário fazer, fazer e fazer.

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