Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Um novo Petro

23 de Julho, 2014
O Petro de Luanda conta desde sábado passado com uma nova direcção, que veio restabelecer a normalidade do clube depois da morte, por doença, no passado mês de Abril, do seu presidente Mateus Brito. Presididos por Tomás Faria, antigo vice-presidente para o futebol e até então responsável pela comissão de gestão, os novos dirigentes tricolores vão trabalhar com base num projecto denominado Plano de Desenvolvimento Desportivo Integrado (PDDI).

Tal como já era praxe na altura em que assumia os destinos do futebol, o novo presidente vai, no seu mandato, continuar a dar primazia aos escalões de formação e recorrer a jogadores de fora apenas em caso de excepção. Ou seja, o recurso do Petro de Luanda ao mercado interno ou externo só vai ocorrer se nos escalões de formação do clube ou dos seus clubes satélites não existirem atletas com o perfil procurado pela equipa técnica.

A ideia é tirar o máximo proveito do investimento feito na "canteira" onde o clube tem, de há alguns para cá, investido com algum peso, de modo a diminuir cada vez mais as contratações. O PDDI que vai guiar toda a linha de actuação da nova direcção dá uma grande atenção a este quesito da contratação de jogadores, pelo que se aguarda por uma nova era.

De acordo com aquilo que têm sido apontados como os caminhos para se chegar ao desenvolvimento que se pretende para o futebol nacional, a aposta nas escolas de formação é o que mais merece destaque. Hoje em dia é discurso unânime que já não basta só o talento; é preciso que este talento passe pelas mãos de um bom formador para se tornar numa estrela ou referência do futebol.

Está certa, pois, a nova direcção do Petro de Luanda se, na verdade, pretende dar prioridade aos seus escalões de formação com o objectivo de no futuro alimentar a equipa principal de futebol. Mais do que correr atrás de títulos sem o resultado desejado, é preciso parar e reflectir sobre as reais causas que levam o clube a "jejuar" há já cinco anos, depois de em 2009 ter conquistado o último dos 15 campeonatos que colecciona.

O Plano de Desenvolvimento Desportivo Integrado apresentado aos sócios e simpatizantes, na véspera do pleito eleitoral, contemplava entre as principais linhas de força o saneamento financeiro do clube, a sua estabilização para estar entre os melhores de África e o resgate do título no Girabola.

Espera-se que com uma nova direcção eleita, o Petro de Luanda possa recuperar toda a sua mística, regressar aos tempos áureos de glória, e fazer com que os seus adeptos orgulhosos possam voltar a dizer, na hora da verdade, "ninguém segura o Petro".

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