Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Um novo treinador

23 de Novembro, 2016
O Progresso Associação do Sambizanga volta a ter novo treinador. A julgar pelas declarações recentes do vice-presidente para o futebol, Manuel Dias dos Santos, os sambilas não renovam o contrato com o técnico Albano César, que durante dois anos assumiu os destinos da equipa técnica.

Apesar da competência inquestionável, Albano César não satisfez os intentos da direcção, ao posicionar a equipa entre os cinco primeiros do Girabola, pelo que não lhe é dada a oportunidade para continuar adiante o projecto que abraçou, e que pensava levar a bom porto, por muitos e felizes anos.

Depois de substituir Mário Calado, que em pouco menos de sete jornadas viu interrompido o contrato de trabalho que o ligava à agremiação do Sambizanga, Albano César esperava fazerem trabalho mais profundos resultados embora não de todo negativo, precipitaram à não renovação do contrato que expirou com o fim da presente época futebolística.

As próximas semanas ou meses vão definir, quem vai render o técnico que veio da província de Cabinda. A equipa liderada por Paixão Júnior não dispõe de tanto tempo, apesar de parecer que a próxima época esteja longe de começar. Está por se saber, se aposta da direcção continua a recair sobre um treinador nacional, ou se os sambilas voltam as baterias para o exterior do país, para recrutar alguém supostamente mais habilitado, para fazer o que até aqui ainda não resultou, na óptica dos dirigentes.

É apenas uma espécie de nova tentativa, porque há menos de dois anos lá esteve um, com um currículo até notável. Lúcio Antunes, ex-seleccionador de Cabo Verde, não teve sorte à frente do comando técnico durante os dois anos que lá esteve. Parece que nem sempre a sorte acompanha os audazes, como diz a velha máxima. Apesar de ter indicar alguns jogadores, de começar a trabalhar cedo, dispor de boas condições de trabalho e beneficiar de um estágio no exterior, o experiente treinador não teve a sorte do seu lado, acabou despedido ao cabo do segundo ano de trabalho.

Quando a direcção do Progresso Associação do Sambizanga demitiu Lúcio Antunes, decidiu, por sugestão de figuras de peso do clube, fazer uma aposta em técnicos nacionais. Na óptica dos que conhecem a fundo a história dos sambilas, era com um nacional que as coisas tinham mais chances de dar certo.
Chegados aqui, é a hora dos treinadores nacionais desempregados colocarem os seus currículos na mesa de Paixão Júnior, para ver se merecem a escolha. Mas a pergunta que se coloca é: vai a direcção liderada por Paixão Júnior manter a aposta em treinadores nacionais ou a escolha volta a recair num estrangeiro? A ver vamos o que o tempo nos dirá!

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