Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Um passo em frente

09 de Dezembro, 2015
A conclusão de um acordo entre a Federação Angolana de Futebol e os clubes, no que tange às despesas dos árbitros nas suas deslocações para cumprimento das várias missões após indicação do órgão respectivo da FAF, acaba por ser um passo em frente na melhoria do futebol nacional.

Nos últimos tempos, estava-se a viver num emaranhado de suspeições no que diz respeito à lisura dos homens do apito, particularmente aqueles envolvidos nas duas maiores competições do país, o Girabola e a Taça de Angola. Durante muito tempo, os encargos decorrentes das deslocações dos árbitros, inclusive a acomodação, foi directamente suportada pelos clubes, quiçá um caso único no mundo e naturalmente que isso criava um clima propício ao surgimento de desconfianças, dado o convívio quase constante entre os dirigentes dos clubes e os árbitros.

Ao longo do tempo, muitos foram os casos de arbitragem despoletados no futebol nacional, com árbitros crucificados por arbitragens alegadamente duvidosas ou com muita dose de parcialidade à mistura. Muitas vozes levantaram-se a questionar o trabalho dos homens do apito, com os clubes a ameaçarem intentar acção junto de competentes instâncias por sentirem-se lesados nos seus direitos.

Um quadro nada abonatório à imagem do país, mas que acontecia devido à demora na implementação de normas já estabelecidas, mas que tardavam a serem implementadas. A FAF e os clubes há muito que estabeleceram que seria o órgão reitor do futebol nacional a assumir as despesas dos árbitros, acção subsequente ao prévio depósito do montante acordado em contas bancárias, pelos clubes em causa.

Posta em vigor tal medida, é de supor que haverá restrições e mesmo limitações de convívios entre dirigentes e árbitros, quando estes forem escalados para determinado jogo, porque o primeiro passo para a existência de suspeição era exactamente esse relacionamento antes e depois das partidas.

É evidente que suspeitas quanto à lisura dos árbitros vai haver sempre, as suspeitas na arbitragem vão continuar enquanto a meta de alguns dirigentes for ganhar por todos os meios, inclusive com recurso a meios ilícitos. Porém, com esta medida, o futebol ganha em termos de imagem e de organização.

Que não se infira linearmente que vamos deixar de ter casos de arbitragem. Os árbitros são humanos, daí propensos a errar tal como treinadores, jogadores e apoiantes. Compete à Federação Angolana de Futebol, através do respectivo órgão que superintende a arbitragem, encontrar mecanismos para que essas falhas sejam reduzidas ao mínimo, exerce a autoridade de punir os infractores com o devido respeito pela pessoa humana, ao mesmo tempo que deve promover a superação dos seus filiados.

Cabe aos homens do futebol encontrarem caminhos para o seu próprio desenvolvimento, para uma arbitragem sem mácula, que ajude seguramente no crescimento qualitativo que se quer para a modalidade.

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