Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Uma atitude infantil

04 de Maio, 2015
O jogo de basquetebol entre o Atlético Sport Aviação (ASA) e o 1º de Agosto, pontuável para quarta jornada do BIC-BAKSET, principal competição da modalidade, não se realizou porque os árbitros escalados chegaram tarde ao recinto.

Não foi o trânsito responsável pela chegada tardia dos árbitros, esses (entendam-se os árbitros) fizeram de propósito, porque quiseram responder às críticas feitas pelo vice-presidente do 1º de Agosto, Moniz Silva.

No final do jogo com o Recreativo do Libolo, o responsável pelo basquetebol do 1º de Agosto, criticou a actuação dos árbitros e sugeriu que fossem convidados a apitar no BIC-BASKET árbitros estrangeiros.

Primeiro, a sugestão do vice-presidente do 1º de Agosto, não é coisa de outro mundo, tão pouco ofende a dignidade dos árbitros angolanos. Há pelo mundo enormes experiências idênticas, não apenas no basquetebol, como no futebol.

A Fiba-Africa tem convidado árbitros de outros continentes, para ajuizarem o campeonato africano, Afrobasket. Assim como, o dérbi (ou clássico ) de futebol entre o Al Ahly do Egipto e o Zamalek, tem sido apitado por árbitros estrangeiros. Portanto, não se trata de uma sugestão de outro mundo, como se pode pensar.

Porém, se os árbitros entendem que a sugestão ofende o seu trabalho, o método mais correcto de agir é escrever para o Conselho de Disciplina da Federação Angolana de Basquetebol, no sentido de averiguar se há ou não razões para uma medida disciplinar. Não se pode de modo algum, agir como os árbitros o fizeram, pois configura um acto de irresponsabilidade assim como de inconsciência sobre a dimensão da competição na qual participam.

O BIC-BASKET não é apenas um campeonato, é o melhor do continente. No basquetebol angolano militam três equipas detentoras de dez títulos da Taça dos Clubes Campeões Africanos, oitos dos quais conquistados pelo 1º de Agosto, outros dois pelo Petro de Luanda e Recreativo do Libolo.

Há empresas, que associaram-se à competição pelo prestígio que essa modalidade granjeou, em Angola e no continente. O banco que patrocina hoje a competição, não o faz por acaso. Há inclusive provedores de serviços de televisão por cabo, que compraram direitos televisivos, há imprensa que fez deslocar para o recinto jornalistas e meios.

Esses provedores de serviços de televisão inscreveram os jogos nas suas grelhas de programação, há eventualmente empresas que ocuparam os espaços publicitários e pagaram para tal. Ou seja, há uma série de prejuízos com uma decisão dessas.

Os clubes, assim como todos os interessados, devem escrever para a Federação Angolana de Basquetebol para que essa responsabize os árbitros por esse comportamento, que é a todos os títulos reprovável. O dirigente do 1º de Agosto tem direito de fazer crítica, assim como o dever de responder pelos actos.

Os árbitros têm mecanismos para ver reposta a honra, a dignidade e todos os outros valores que tenham sido ofendidos, mas nunca faltar ao jogo. É um comportamento infantil e pouco sério perante a dimensão da modalidade. A FAB não pode varrer o assunto para debaixo do tapete.

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