Jornal dos Desportos

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Opinião

Uma nova empreitada

18 de Maio, 2017
A selecção nacional de futebol em Sub-17 compete desde segunda-feira, na fase final do CAN da categoria, que se disputa no Gabão. Depois do empate na estreia frente ao Níger, em que contornou uma desvantagem de 2-0, os pupilos de Languinha Simão procuram hoje a primeira vitória, para alimentar o sonho das meias-finais.

A Tanzânia, adversário do dia, parece mais ao alcance dos Palanquinhas, se comparada com o último adversário, o Níger, que por pouco nos ia causar uma estreia amarga, quando ao intervalo vencia por 2-0. Contudo, a força anímica e competitiva da selecção nacional mostrou que é possível almejar um desfecho melhor, na partida diante dos tanzanianos.

Depois do empate há três dias, a hipótese de chegar à fase seguinte, depende muito de um resultado esperançoso hoje. E, um resultado esperançoso é uma vitória, até porque na última jornada desta fase preliminar, o adversário é mais complicado, pois, trata-se do campeão em título, o Mali.

A forma como a selecção preparou esta participação, deixou indignados os prosélitos da modalidade, entretanto, os nossos bravos rapazes estão a responder ao fraco apoio da Federação, com atitude e determinação em campo, como que a mostrar que o nome e a honra do país estão acima de qualquer coisa.

Para além da preparação caseira, falta de estágio, e condições apropriadas para uma selecção que estava a trabalhar para uma competição oficial, a FAF ainda cometeu a \"gafe\" de não colocar alguém da direcção a acompanhar os jovens atletas e a equipa técnica. Contentou-se a mandar um membro, da área de coordenação do futebol jovem.A crise financeira é uma realidade, mas não dá para justificar tudo.

Esperava-se que Artur Almeida e seus pares fizessem um pouco mais de esforço, a julgar pelas promessas aquando da campanha eleitoral, onde a selecção de Sub-17 em função da qualificação ao CAN aparecia como uma das bandeiras da propaganda, e recebeu inúmeras promessas de constituir a prioridade das prioridades, do actual elenco.

Oxalá os rapazes e a equipa técnica continuem com a mesma motivação e determinação, para que marquem um passo importante, que deixe entreaberta a porta de acesso para a fase seguinte da competição, que são as meias-finais. Ficou patente no jogo anterior, que a equipa tem futebol maduro e sincronizado, e que o grupo conhece-se bem.

Talvez o estágio fosse dar a endurance necessária para competições do género, já que muitos mais contactos internacionais fazem a diferença, de modo a evitar abanões por parte de muitos jovens, que pela primeira vez estão a defrontar adversários de outros países.

Mas com a competição já em curso, pouco adianta lamentar. É preciso incentivar os bravos rapazes e seus técnicos, a manterem-se unidos em torno da dignificação das cores da bandeira nacional, fazer tudo o que estiver ao seu alcance para concretizar o objectivo que foi projectado. Força palanquinhas.

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