Jornal dos Desportos

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Opinio

Uma nova era

27 de Novembro, 2017
A Selecção Nacional de basquetebol sénior masculina terminou ontem, em Luanda, de forma positiva, a primeira etapa do torneio de qualificação para o Campeonato do Mundo que se disputará na China, em 2019. Com um saldo de três vitórias em igual número de jogos, o \"cinco\" nacional lidera o Grupo C, da zona africana.
Marrocos, Egipto e República Democrática do Congo apesar de terem dado luta a contrariar os intentos de Angola, tiveram de conformarem-se com a superioridade do basquetebol angolano, que procura estabilidade depois da presença
pouco conseguida no Afrobasket -2017, que decorreu em Agosto no Senegal e na Tunísia, onde não foi para além do modesto sétimo lugar.
Num torneio relâmpago que se disputou de 24 a 26 do corrente, no pavilhão Arena do Kilamba, a Selecção Nacional defrontou os três jogos sob comando do novo seleccionador nacional, o norte-americano William Voigts, contratado há pouco mais de uma semana. Apesar do pouco tempo de trabalho, foi possível notar outra atitude, embora, se verifique claramente ter muito trabalho pela frente.
E porque o importante na prova era vencer os jogos, de modo a garantir condições de classificação para o final da próxima fase, os resultados apertados alcançados diante de Marrocos, Egipto e RDC constituem factos para reflexão à posteriori. Aqui e agora, ressalta-se o sentido de oportunidade da Selecção Nacional, que a aproveitar o factor casa e o público, soube corresponder às expectativas.
Aliás, dez anos depois de jogar em território nacional, aquando do Afrobasket 2007 realizado no país, o \"cinco\" angolano não podia ter outro desempenho que lograr as pazes com os adeptos da modalidade, depois do fracasso na Tunísia que os deixaram quase de costas viradas.
O novo seleccionador nacional aproveitou os jogos para retirar as devidas ilações do grupo, projectar da melhor maneira as demais etapas do torneio de qualificação, à procura paulatinamente que os atletas se encaixem no seu \"modus operandi\" e reflictam em campo o ADN do seu basquetebol.
O torneio de Luanda deixou uma pequena amostra, como já se disse, mas será importante que a equipa técnica e os atletas, assim como os membros de direcção da Federação não se deixem embriagar pelo que aconteceu, como se fosse algo extraordinário. Apesar de invicta da prova, a Selecção Nacional não fez mais do que cumprir com a sua obrigação, ademais, a jogar em casa.
Com os olhos postos na China, a Selecção Nacional tudo tem de fazer, para que o objectivo seja alcançado e começar uma \"nova era\" sob batuta de Williams Voigts, que timidamente está a receber o voto de confiança da família do basquetebol.

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