Jornal dos Desportos

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Opinio

Unio faz a fora

10 de Agosto, 2014
A importância é tanta, que a FAF optou por paralisar, uma vez mais, o Girabola, embora nem todos os técnicos e dirigentes das equipas se mostrem satisfeitos com a decisão, porque tiveram de alterar profundamente as suas programações.

E, pior do que isso, são os custos que envolvem esta paralisação, com estágios e jogos particulares que ajudam a manter em actividade os jogadores. E não fica nada barato, principalmente para equipas que não têm os cofres a abarrotar de kwanzas. Mas isso são contas de outro rosário.

Os Palancas Negras continuam a preparar a sua entrada na fase de grupos das eliminatórias para o CAN/2015, a disputar-se em Marrocos. Depois do amigável diante da Etiópia, segue-se, na próxima quarta-feira, o Botswana.

Um jogo no qual Romeu Filemon vai aferir a actual capacidade do combinado nacional. Aliás, os jogos de preparação servem para isso. Quantos mais, melhor. Mas também é preciso que o treinador tire, de facto, as devidas ilações, porque se não o fizer de nada valerão todos estes amigáveis.

Nas eliminatórias para a fase final do CAN/2015, os Palancas Negras estão inseridos no Grupo C, juntamente com o Burkuina Faso, actual vice-campeão continental, e o Gabão, que tem vindo a subir gradualmente em provas africanas. O outro integrante é o Lesoto, que tem feito um trabalho de profundidade nos últimos anos, e que deixou pelo caminho o Quénia. Um grupo forte, diga-se.

Numa análise muito superficial, podemos dizer que o grupo de Angola é bastante competitivo, daí que seja necessário fazer-se uma boa preparação para que no início da eliminatória a selecção possa estar bem compacta e superar os principais adversários, teoricamente mais fortes.

O combinado nacional vive um novo ciclo de vida. Um processo de renovação, não apenas com jogadores vindos do estrangeiro, mas também aliando um novo processo de trabalho idealizado pelo seleccionador nacional, Romeu Filemon, que conhece bem os cantos à casa.

Por aquilo que deu para observar até aqui, sente-se que há uma excelente cumplicidade entre os jogadores e a equipa técnica, sinal de que estamos no bom caminho para formar um conjunto bastante competitivo, capaz de nos levar a mais uma fase final da maior competição futebolística continental.

Mas é bom termos cuidado, porque nem sempre os objectivos são concretizados, por muita vontade que se tenha. As outras selecções pretendem igualmente estar em Marrocos. A luta por uma vaga vai ser intensa. O sucesso dos Palancas Negras passa pela união de vários sectores.

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