Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Unio para a vitria

09 de Outubro, 2014
Numa altura em que o país espera, ansioso, pelo jogo de amanhã, em Maseru, com o Lesoto, para a terceira jornada do grupo C da corrida ao CAN2015, e este deveria ser, pois, o motivo de todas as conversas, assiste-se, ao invés, a um desaguisado entre o organismo federativo e o vice-capitão da Selecção Nacional, por causa da ausência deste entre os convocados do seleccionador que estão na capital do Lesoto.

Os Palancas Negras jogam amanhã uma cartada decisiva, em que a possibilidade de continuar a sonhar com a presença no CAN pode depender do resultado que conseguir, quando em termos de classificação está numa posição difícil, sem qualquer ponto no fim da terceira jornada da primeira volta.

O técnico Romeu Filemon tinha, certamente, uma ideia da forma como iria montar a equipa, inicialmente, daí que tenha incluído Manucho Gonçalves no lote de jogadores seleccionados.

A ausência do jogador cria transtornos mas de modo algum deve ser este o principal tema das conversas e, muito menos, com cada uma das partes a pretender fazer valer a sua posição, com acusações à mistura, embora este não seja o primeiro caso em que o jogador está envolvido e em situações quase idênticas, que em nada abonam a favor do prestígio do futebol nacional.

Os eventuais erros no processo não podem ser empolados, a ponto de ofuscarem o principal objectivo, a vitória da Selecção Nacional amanhã, um resultado que pode abrir as aspirações do combinado nacional.É evidente que se querem responsabilidades, mas essas podem ser exigidas !a posteriori!, quando os ânimos estiveram mais serenados e num clima que não prejudique o desempenho da Selecção Nacional, como pode acontecer agora.

Num outro ângulo, pode fazer um certo sentido o estágio que o seleccionador programou para a África do Sul, pois vê-se agora que os jogadores ficam um pouco afastados do que aqui se passa, com este clima que em nada ajuda o conjunto a descontrair-se, dado que o seu foco deve ser virado essencialmente para a preparação para o jogo, afinal o principal motivo da sua convocação.

O momento deve ser de união de todos aqueles que no dia de amanhã vão ter o país no coração. O jogo Lesoto-Angola não é um jogo de vida ou de morte para os angolanos, mas os Palancas Negras querem e podem mostrar que estão vivos na corrida para a qualificação à maior cimeira do futebol africano do próximo ano, corrida que atinge amanhã metade do seu percurso.

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