Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Unidos vamos vencer

15 de Novembro, 2014
Na verdade, um quadro assim pintado relança a esperança de ainda continuarmos a sonhar, até à derradeira jornada. Por outro lado, pode dizer-se que chegou o momento da Selecção Nacional atingir a sua sexta fase final consecutiva (oitava no total) do Campeonato Africano das Nações. Sem ideias, sem objectividade e acima de tudo sem eficácia, é difícil lá chegar.

Pelo que temos acompanhado da sua prestação nos últimos tempos, os Palancas Negras estão suspensos por um fio. Os jogadores jogam, os treinadores treinam e os dirigentes dirigem. Mas todos devem fazê-lo de forma objectiva. Entretanto, não vale a pena sacar culpas a B ou a C. Interessa juntarmos as mãos e com pensamento vitorioso acreditarmos que tudo é possível.

Hoje, o país vai parar. Não temos dúvidas em dizê-lo, tal é a importância de que se reveste o jogo com o Gabão. Por todo o espaço geográfico, todos quantos vivem o desporto, o futebol em particular, vão estar ligados ao Estádio 11 de Novembro, porque todos acreditam que a esperança ainda vive e se tiver de morrer deve ser a última.

A população de Luanda, na qualidade de anfitriã, tem maior responsabilidade no apoio à Selecção Nacional, embora saibamos que desfruta de condições de mobilidade que o clima de paz e estabilidade hoje por hoje nos proporciona, muito boa gente vai fazer-se à estrada, na ânsia de assistir o jogo ao vivo. A equipa na verdade precisa do apoio de todos e quanto maior for o número nas bancadas do Estádio, melhor ainda. É preciso apoiar, incentivar e empurrar a equipa para a vitória.

De resto, vamos estar diante de um dos encontros em que a vitória, seja por que margem de golos for, vai ser mais importante do que a exibição. Apesar disso, os Palancas têm de realizar um bom jogo, terem uma boa atitude, ser um conjunto assumidamente competitivo e acima de tudo concentrados, de formas a não sofrerem à partida, porque tem sempre reflexos negativos na estrutura psicológica do colectivo.

Com a vantagem que lhe confere o estatuto de líder do grupo, o Gabão vai apresentar-se de forma motivada. Não vai hesitar em recorrer ao futebol directo quando se sentir em dificuldades ou ainda procurar as transições rápidas no sentido de apanhar a defesa angolana em desequilíbrio.

Perante este cenário, os jogadores angolanos não se devem precipitar. Devem trocar bem a bola de forma rápida o suficiente, para desequilibrar a muralha defensiva dos “Azingós”. Um golo madrugador podia tranquilizar as hostes da equipa angolana. Enfim, vamos manter a crença na força da equipa e mais do que isso, acreditar e valorizar o trabalho de preparação desenvolvido até aqui. Unidos vamos vencer.

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