Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Valeu rapaziada!...

24 de Julho, 2017
Tal como lhe competia Angola acabou por superar as Ilhas Maurícias e escancarar as portas para a próxima eliminatória, que será a última para o CHAN,2018. De outro modo não podia ser. Porque quem tem a ousadia de ganhar em casa do adversário está à partida obrigado a fazer mais e melhor no seu terreno. E Beto Bianch e seus pupilos trataram apenas de corresponder a este princípio.

Mais: também tinha a equipa a obrigação de corresponde àquela moldura humana que fez casa boa no Estádio 11 de Novembro, até porque, vistas as coisas numa perspectiva realística, se tratava da concessão de um perdão depois de várias desfeitas, várias decepções, resultantes de resultados mal conseguidos nos últimos tempos.

E como não há crise que dure para sempre, salvo se não houver conjugação de esforços para ultrapassá-la, os Palancas começam a dar sinais de vitalidade. A equipa mostrou que pode fazer mais, desde que os apoios e o acompanhamento necessário existam. Pelo menos tem mais atitude em campo e revela alguma agressividade que inquieta o adversário.

É disto que o povo gosta. Por aqui podemos afirmar que estão lançadas as bases para as pazes que se impõem entre a selecção de todos nós e o público assistente. Não é que o povo se contente apenas com vitórias. Longe disso, já o dissemos em ocasiões anteriores que quando há boa exibição mesmo que o resultado não seja vitorioso o publico abandona sempre o campo com aplausos.

Infelizmente não é isto que nos últimos tempos foi acontecendo com os Palancas Negras. Eles denotavam mesmo falta de arte e engenho.
Perdiam os jogos com futebol paupérrimo, que logo nos minutos iniciais já denuncia o resultado. Esta fase parece ter ficado para trás.
Desenvolve-se um trabalho voltado para a melhoria ou, se preferirem, para a reabilitação da imagem chamuscada.

Devemos dar graças ao trabalho de renovação que está ser desenvolvido. Há novas caras, de jovens com vontade de crescer e aparecer.
Vamos aproveitar esta aura a ver se conseguimos ressurgir numa praça em que já temos o nome registado na base de dados.

Para frente vem agora o Madagáscar, que pode ser uma equipa mais madura em relação Às Ilhas Maurícias. Aliás, só facto de ter vergado Moçambique na sua própria casa, já diz muita coisa. Mas vamos trabalhar com pensamento naquilo que representam os nossos objectivos e não naquilo que possa ser o adversário.

Ficou provado que sair na fase de mediocridade futebolística é possível, desde que haja aposta para tanto. E deu para ver que estamos apostados para este desafio. Vamos acreditar que melhores dias virão.

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