Jornal dos Desportos

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Opinio

Vamos Taa

11 de Novembro, 2016
Temos hoje uma sexta-feira de futebol em cheio. Referimo-nos ao futebol doméstico, aquele que se disputa dentro dos nossos limites fronteiriços, mas não do Girabola Zap, porque esta competição já arrumou, faz quase uma semana, a edição do presente ano, com a consagração do 1º de Agosto como campeão nacional, desferindo um golpe fatal a uma crise de títulos que perdurou uma década.

Vamos é nos deleitar com o futebol de outra prova, praticado por duas equipas militantes no campeonato nacional da primeira divisão, mas que desta vez se vão digladiar para a final da Taça de Angola, tida por alguns analistas como a competição de maior abrangência nacional.

A final da prova chama para a arena as equipas do Progresso do Sambizanga e do Recreativo do Libolo, depois de as eliminatórias anteriores se terem encarregado de deixar de fora o restante de concorrentes que se revelaram perdulários, se não permissivos, que não conseguiram manter a passada para atingir a final da competição.

Mas é assim em toda a competição. Uns avançam e outros ficam-se pelo caminho. E nem sempre os que ficam a meio da estrada sejam aquelas de menor expressão. Há gigantes que também tombam. Aliás, se se reparar para o gráfico de equipas que hoje procuram atingir afinal, veremos a ausência de formações notáveis, de topo do nosso futebol, bastando, para tanto, citar à guisa de exemplo, 1º de Agosto e Petro de Luanda.

Mas, presentes nesta final equipas de nomeada, que prometem fazer dela um verdadeiro pólo de atracção. Recreativo do Libolo e Progresso, estão ai, na procura do passe que vai levar à Taça da Confederação em 2017.

Por capricho do sorteio as duas têm algumas contas a saldar, tendo sido os sambilas a estragar a vida aos libolenses no Girabola, eles que lutavam pela revalidação do ceptro. Para os pupilos de João Paulo o jogo de logo mais será indubitavelmente de redenção. Pois, não passa por si que uma mesma equipa seja responsável pela sua desgraça no campeonato e na taça.

Com a saída de Angola do G-12, ou seja, do lote de países com direito à participação com quatro equipas nas Afrotaças, o que subtraiu algum valor ao segundo lugar do Girabola, relançou a disputa da Taça de Angola. Afinal, depois do título do campeonato nacional só mais a conquista da taça ajuda as equipas à salvação da época.

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