Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Vamos festa

20 de Setembro, 2013
Aqueles que acompanharam com algum “suspense” o processo de organização, incluindo a construção de dois pavilhões de grande magnitude arquitectónico, estão a ver que afinal nada é difícil quando há vontade de realização, fibra e determinação da parte dos homens.

Em consequência de bons resultados, no quadro das inspecções a que o programa esteve sujeito, os membros da comissão de organização ganharam corpo e fôlego, sentiram-se mais motivados e mais capazes de levar por diante o projecto de trazer pela primeira vez ao continente africano a maior competição de hóquei em patins à escala planetária.

Agora está dada a prova de que Angola é capaz. O clima de estabilidade que vive há 11 anos tem vindo a mostrar aquilo que seria hoje se desde a sua ascensão à independência, em 1975, não tivesse passado pelas diferentes etapas que passou, todas elas difíceis e propensas a inviabilizar a realização de projectos tendentes a engrandecer a sua imagem.

Agora, feito o essencial, é preciso trabalhar para as coisas correrem de feição durante os dias da competição, de modo que, a exemplo do que foi o Campeonato Africano das Nações em futebol, em 2010, possamos sair bem na fotografia, ou seja, obter no último dia da prova uma nota positiva em termos de organização. Afinal o mais difícil foi chegar até onde hoje nos encontramos.

Competitivamente estamos certos de que teremos um excelente torneio, não fosse o campeonato do mundo uma fase reservada apenas às melhores selecções, esperando-se por isso mesmo por escaldantes partidas de hóquei em patins e acima de tudo uma forte disputa entre as principais potências.

Angola entra para a competição com objectivos modestos, mas com meta traçada, que consiste na melhoria daquela que é, até hoje a sua melhor classificação de sempre.

Para tanto, um forte trabalho foi desenvolvido nos últimos meses, tendo sido notória a entrega de todos os convocados, particularidade que infunde confiança a todos os angolanos e eleva a ambição e a determinação para que se possam atingir os objectivos, sendo quase obrigação fazer-se boa figura em casa.

A extraordinária prestação no Torneio de Montreux e a conquista da Taça Zé Du foram um aviso claro às potências da modalidade. Angola acabou por dizer por a+b que tem hóquei adulto e que pode projectá-lo num futuro próximo a posições honrosas no ranking mundial da modalidade, desde que o trabalho desenvolvido não fique por aqui.

Aliás, a classificação obtida nestas provas constitui um incentivo para os agentes da modalidade irem investindo mais, apostando sobretudo numa bem concebida política de massificação e melhor acompanhamento dos escalões de formação.

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