Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Vamos luta

10 de Setembro, 2014
A Selecção Nacional de futebol tem hoje a espinhosa missão de defrontar o Burkina Faso para a segunda jornada do torneio de qualificação para o próximo Campeonato Africano das Nações, em Janeiro próximo, em Marrocos.Depois da derrota de sábado último, em Libreville, os Palancas Negras entram para o jogo em desvantagem classificativa, estão por isso obrigados a fazer tudo e mais alguma coisa, para não voltarem a terminar em branco. Pontuar no jogo de hoje constitui uma obrigação para Romeu Filemon e seus comandados.

Aliás, já o dissemos numa anterior oportunidade, que em torneios do género os jogos caseiros são para serem aproveitados ao máximo, é verdade que a safra competitiva nos jogos fora de portas nem sempre é a 100 por cento. Angola deve jogar com o pensamento inteiramente voltado para a vitória, seja quem for o adversário.Também é preciso quebrar o preconceito de valorizar os adversários em função do seu poderio competitivo. É errado. Não está escrito que os fortes estão sempre fadados a ganhar. A experiência tem vindo a mostrar que quando os pequenos se organizam e fazem bem as coisas também podem levar os grandes a renderem-se aos seus pés.

Não faz muito tempo que nos deleitamos com as emoções do Campeonato do Mundo de futebol que o Brasil acolheu. O certame pregou-nos muitas surpresas. Vimos selecções que à partida não eram tidas nem achadas, suplantar as renomadas, as consagradas. É a determinação e o espírito de conquista que muitas vezes impulsionam e catapultam.Pretendemos dizer que o Burkina Faso apesar de ser vice-campeão africano, não deve significar para Angola uma muralha intransponível. Nada disso. É apenas um adversário que deve ser tratado como tal, que deve ser encarado com normalidade competitiva. Precisamos de jogar de cabeça levantada e mais do que isso, ter auto-estima. “Somos capazes”.

Um eventual fracasso no jogo desta tarde deixa tudo comprometido. Afinal o torneio é curto, inscreve apenas seis jogos. Logo, aqui não funciona nem se aplica o velho refrão segundo o qual “o primeiro milho é para os pardais”. Aqui impera o refrão “no aproveitar está o ganho”. Devemos saber aproveitar.Quem na classificação estiver folgado à frente, à saída desta jornada pode ter motivos para sorrir e quem estiver na cauda vai ter de pegar na caneta e entrar no incómodo exercício da matemática sobre probabilidades que restam. Ganhar é uma obrigação, custe o que custar.O público tem uma missão, deve saber exercer o seu papel. A selecção vai precisar do apoio e assistência, que afinal têm sido determinantes, são factores vantajosos na realização de jogos em casa. Os Palancas precisam de mostrar o que valem na realidade. O adversário não é um monstro de sete cabeças. Vamos à luta...

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