Jornal dos Desportos

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Opinio

Vamos taa

23 de Setembro, 2015
Temos hoje, uma quarta-feira de futebol, em cheio.Referimo-nos ao futebol doméstico, aquele que se disputa dentro dos nossos limites territoriais, já que alguns podem levar o pensamento e com justa causa, aos renhidos duelos que pelos ecrãs televisivos nos entram casa adentro na chamada “quarta-feira europeia”. Nada disso.

Vamos mesmo nos deleitar com o futebol das nossas equipas, por coincidência todas elas militantes no campeonato nacional da primeira divisão, mas que desta vez vão-se digladiar numa outra competição futebolística. Ou seja, para a Taça de Angola, tida por alguns analistas como a competição de maior abrangência nacional.

Os quartos -de - final chamam a arena, oito equipas que ainda se mantêm em prova, depois das eliminatórias anteriores se terem encarregado de deixar de fora, as que se revelaram perdulárias se não permissivas, não conseguiram manter a passada para atingir esta fase de competição, a mais importante ante a particularidade de ter que definir os semi-finalistas.

É assim em toda a competição. Uns avançam e outros ficam pelo caminho. E nem sempre os que ficam a meio da estrada são as de menor expressão. Há gigantes que tombam. Aliás, se repararmos para o gráfico das equipas que hoje procuram atingir as meias-finais, vemos a ausência de formações de topo do nosso futebol, para tanto citamos à guisa de exemplo, o 1º de Agosto.

Para esta fase, estão presentes na prova, equipas de nomeada, que prometem fazer um verdadeiro pólo de atracção. Recreativo do Libolo, Petro de Luanda, Kabuscorp do Palanca e Interclube, por sinal senhores donos do pelotão da frente do campeonato nacional da primeira divisão, estão aí, à procura do passe que vai levar à Taça da Confederação em 2016.

Por capricho do sorteio, as quatro não se cruzam entre si. Cada uma vai ter o seu adversário, em emparceiramentos, em que entram naturalmente com algum favoritismo em função daquilo que nos vêm dando a ver no Girabola. E mais: com as coisas já quase definidas, quanto ao provável vencedor do Girabola, estas equipas encaram a ponta final da Taça de Angola com muita ambição competitiva.

Tudo indica, que com a saída de Angola do G-12, ou seja, do lote de países com direito à participação com quatro equipas, nas Afrotaças, o que subtrai valor ao segundo lugar do Girabola, relança a disputa da Taça de Angola. Pois, depois do título da campeonato nacional, só a conquista da taça, pode ajudar para a salvação de uma época.

Portanto, o lema das oito equipas, embora não sejam todas do mesmo nível, é o tudo ou nada. Quem segue em relativa vantagem, é o Recreativo do Libolo, que tem mais de meio caminho andado, para o título do Girabola, também pode sair-se bem na taça, em busca da desejada “dobradinha”, além de que jogar no seguro é sempre seguro - passe o pleonasmo - já que a vitória do Girabola ainda não é um facto consumado. Vamos à luta...

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