Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Vamos ao teste

03 de Agosto, 2014
Pese embora não se tratar de um jogo de carácter oficial, já que não qualifica para nenhuma competição, não deixa de ser um jogo interessante e capaz de atrair bom público para o estádio. Aliás, o interesse particular reside no facto de se estar a formra uma selecção nova, que na sua composição apresenta vários rostos novos. Quando assim é, há também da parte do público a curiosidade de ver quem é quem nas novas apostas do seleccionador nacional.

Para muitos analistas desportivos começa a formar-se a partir de agora um novo esqueleto da selecção nacional, que se espera mais capaz, mais actuante e que seja capaz de devolver ânimo e alegria aos angolanos, ultimamente feridos no orgulho em face da pálida prestação nas últimas aparições.

Com Romeu Filemon abre-se um novo ciclo para os Palancas, que todos esperamos mais promissor. Aguarda-se por uma selecção que consiga nas quadras honrar e orgulhar os angolanos. Que jogue futebol alegre e vistoso, ainda que não seja obrigada a ganhar todos os jogos, sabendo que que no futebol se está passível de três resultados.

Na verdade, o que empresta maior interesse ao jogo desta tarde com a Etiópia é a ânsia de ver o novo fio de jogo da equipa, embora este não seja o primeiro com Romeu Filemon, depois dos amistosos com Marrocos e Irão que deixaram em cada um de nós excelente impressão, em face do equilíbrio verificado nos resultados.

Pensamos que com o espírito ganhador que o caracteriza, vai o novo seleccionador nacional procurar deixar já nestes jogos o seu sinal. O sinal daquilo que pode ser a filosofia de jogo dos Palancas no seu consulado, enquanto não chega a fase a doer, ou se preferirem, o torneio de apuramento.

Historicamente a Etiópia define-se como um país entre os que revolucionaram o futebol africano, tendo sido finalista vencido da primeira edição em 1957 no Sudão e vencido a edição de 1962 quando acolheu o certame. Mas depois mergulhou num longo jejum. Mesmo assim não deve ser tomado como pêra doce, é antes pelo contrário uma selecção africana que tem conhecido nos últimos tempos um crescimento exponencial.

Dai que o jogo não será nada fácil, o que é positivo para avaliar o nível de maturidade competitiva que a equipa já adquiriu.

Em resumo, não está tanto em causa o resultado. Mas sim, a exibição, a expressividade futebolística, que infunda alguma confiança e nos leve a acreditar no início de uma nova era para a equipa de todos nós.

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